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24 de Maio de 2008 - 16h20 - Última modificação em 24 de Maio de 2008 - 18h11


Hugo Chávez defende foco econômico no Mercosul

Da Agência Brasil


 
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Antônio Cruz/ABr
Brasília - Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, conversa com presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, durante reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O encontro servirá para que os representantes assinem o tratado de constituição da organização, que existe apenas informalmente
Brasília - Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, conversa com presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, durante reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O encontro servirá para que os representantes assinem o tratado de constituição da organização, que existe apenas informalmente
Brasília - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, vê o futuro do Mercosul como uma unidade econômica da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), criada oficialmente ontem (23), em Brasília.

“Por esse enfoque devemos impulsionar o Mercosul, quer dizer, pelo enfoque econômico”, afirmou Chávez em entrevista à Agência Bolivariana de Notícias (ABN), agência estatal venezuelana.

O presidente tem defendido repetidas vezes que a Unasul representa a verdadeira integração regional nas áreas energética, econômica e política, e qualificou como positivo o resultado da reunião de cúpula.

Um ano e meio atrás, durante encontro da então existente Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa), Chávez fez duras críticas à maneira como estava sendo conduzida a integração, disse que os discursos dos presidentes cheiravam a morfina e defendeu a substituição daquele órgão pela Unasul, agora concretizada.

Em relação à suposta ligação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com os governos de Equador e Venezuela, que a Interpol diz ter constatado a partir da análise de computadores, Chávez disse que não passa de manobra para atrapalhar a integração regional.

“Esse show dos computadores é uma artimanha a mais para frear o processo de integração da Unasul e causar problemas entre países vizinhos e irmãos”, disse o presidente. Segundo ele, as relações com o governo colombiano se deterioraram “muitíssimo” a partir da publicação do informe da Interpol.

O venezuelano, no entanto, acredita que um novo processo de negociação pode ter se iniciado ontem. “Essa cerimônia serviu para muitas coisas. A reunião, a assinatura do tratado, o debate que fizemos. Eu falei com Álvaro Uribe, demos as mãos e conversamos por vários minutos”.


 


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