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25 de Maio de 2008 - 13h02 - Última modificação em 25 de Maio de 2008 - 13h02


Uribe promete liberdade condicional e fundo para recompensar desertores das Farc

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, garantiu ontem (24) que o governo buscará um mecanismo para concessão de liberdade condicional aos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se entregarem e trouxerem seqüestrados. Além disso, ele fez a oferta de um fundo de até US$ 100 milhões para recompensar os desertores.

As afirmações foram feitas por Uribe em coletiva de imprensa ontem e publicadas no site oficial da Presidência da República da Colômbia. Segundo ele, alguns integrantes das Farc teriam mostrado disposição em deixar o movimento e liberar seqüestrados, mas precisavam de garantirias do governo, principalmente na manutenção da liberdade.

“O governo faz duas ofertas. A de um fundo de recompensas, de até US$ 100 milhões, para recompensar os integrantes do grupo terrorista das Farc que se entreguem, abandonem o grupo e liberem os seqüestrados. E o governo trabalhará para que essas pessoas que abandonarem as Farc sejam embarcadas imediatamente para um país como a França, para agilizar a liberdade condicional”, afirmou Uribe.

Foi garantido que o governo fará todos os esforços necessários em relação à justiça colombiana para que esses guerrilheiros desfrutem da liberdade condicional, independentemente dos delitos cometidos. “Faremos, como dirigentes da ordem pública todas as gestões para que essas pessoas, ao serem julgadas por seus delitos possam desfrutar o benefício da liberdade condicional”, afirmou Uribe.

Sobre a morte do líder e fundador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda Vélez, comunicada ontem pelo Ministério da Defesa colombiano, Uribe disse apenas que a informação foi obtida por diferentes meios de inteligência militar e pediu calma. “Estas fontes de inteligencia tem sido sérias. Esperemos.”



 


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