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Brasília - O presidente
colombiano, Álvaro Uribe, garantiu ontem (24) que o
governo buscará um mecanismo para concessão de liberdade condicional aos
guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc) que se entregarem e trouxerem seqüestrados.
Além disso, ele fez a oferta de um fundo de até
US$ 100 milhões para recompensar os desertores.
As afirmações
foram feitas por Uribe em coletiva de imprensa ontem e publicadas no site oficial da Presidência
da República da Colômbia. Segundo ele, alguns
integrantes das Farc teriam mostrado disposição em deixar o movimento e liberar seqüestrados, mas precisavam de garantirias do governo, principalmente na manutenção da liberdade.
“O governo faz duas
ofertas. A de um fundo de recompensas, de até US$ 100
milhões, para recompensar os integrantes do grupo terrorista
das Farc que se entreguem, abandonem o grupo e liberem os
seqüestrados. E o governo trabalhará
para que essas pessoas que abandonarem as Farc sejam embarcadas
imediatamente para um país como a França, para agilizar
a liberdade condicional”, afirmou Uribe.
Foi garantido que o
governo fará todos os esforços necessários em
relação à justiça colombiana para que
esses guerrilheiros desfrutem da liberdade condicional,
independentemente dos delitos cometidos. “Faremos, como dirigentes
da ordem pública
todas as gestões para que
essas pessoas, ao serem julgadas por seus delitos
possam desfrutar o benefício da liberdade condicional”,
afirmou Uribe.
Sobre a morte do líder e fundador das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel
Marulanda Vélez, comunicada ontem pelo Ministério
da Defesa colombiano, Uribe disse apenas que a informação
foi obtida por diferentes meios de inteligência militar e
pediu calma. “Estas fontes de inteligencia tem sido sérias.
Esperemos.”
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