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Brasília - Ao tomar
posse hoje (27), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, definiu-se
como um “ecodesenvolvimentista” e afirmou, durante a cerimônia
de transmissão de cargo, que pretende negociar com o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma
linha de financiamento para “modernizar o setor madeireiro”.
Segundo
Minc, de cada 10 metros cúbicos de madeira extraída da
Amazônia, apenas três chegam ao mercado. “É
preciso modernizar o setor para evitar o desperdício. O setor
tem que capacitar profissionais, melhorar as práticas e
promover o manejo sustentável da floresta”, listou, ao comentar
que conversou hoje sobre o assunto com representantes das indústrias
madeireiras.
O
ministro anunciou para o próximo dia 5 de junho a criação
de um fundo voluntário internacional para preservação
da Amazônia, que será regulamentado por decreto
presidencial. A idéia do fundo é da equipe da
ex-ministra Marina Silva, anunciada desde dezembro do ano passado.
Segundo Minc, a reserva já tem US$ 100 milhões doados
pela Noruega.
Minc
também adiantou que pretende levar ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva um decreto para dar ao Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) “poderes
semelhantes” aos da Receita Federal “para que se possa, por
exemplo, leiloar imediatamente os bens apreendidos de criminosos
ambientais”.
Na
próxima quinta-feira (29), Minc vai à Alemanha para uma
reunião com ministros do Meio Ambiente durante a 9ª
Conferência das Partes da Convenção das Nações
Unidas sobre Biodiversidade (COP-9). O ministro pretende voltar ao
Brasil na sexta-feira (30), a tempo de participar de uma reunião
com governadores de estados da Amazônia, em Belém (PA).
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