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Brasília - Ao
final da sessão de hoje (28) do julgamento da Ação
Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo 5º da Lei
de Biossegurança, que durou mais de nove horas, o ministro
Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), explicou
que as ressalvas feitas por quatro ministros às pesquisas com
células-tronco embrionárias não são
exatamente iguais. “Não há coincidências quanto
às ressalvas”, afirmou.
“O ministro [Menezes]
Direito foi mais restritivo, o ministro [Ricardo] Lewandowski
fez algumas restrições enfáticas e o que eu
percebo dos votos dos ministros Eros [Grau] e [Cézar]
Peluso é que têm mais pontos coincidentes e são
menos restritivos que os outros”, acrescentou Mendes.
O
presidente do STF também disse avaliar como naturais as
interpretações de que o estabelecimento de ressalvas
poderia configurar em ato legislativo por parte do tribunal: “Essa
discussão sobre legislação negativa ou positiva
do tribunal vai nos acompanhar sempre, como a nossa própria
alma.”
Mendes enfatizou, porém, que não há
até o momento, por parte de nenhum ministro, uma decisão
totalmente contrária às pesquisas. Outros quatro
ministros – Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Carmen Lúcia
e Joaquim Barbosa – já votaram pela continuidade dos
estudos, sem impôr qualquer restrição ao que
prevê a lei.
Para a continuação do
julgamento, marcada para amanhã (29), a partir das 14h, o
ministro Eros Grau acredita que já há uma linha
indicando o sentido geral dos votos. “Acho que será
privilegiado o respeito à vida e, ao mesmo tempo, a
possibilidade das pesquisas”, afirmou.
Ainda faltam proferir
seus votos os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e
o presidente, Gilmar Mendes.
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