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Rio de Janeiro - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse hoje (28) que não mudará a política de segurança pública do estado e continuará enfrentando o crime organizado e as milícias (grupos paramilitares formados por policiais e bombeiros).
“Nosso trabalho continua na mesma direção. É um trabalho de enfrentamento do crime. De não permitir a ocupação do Rio por quadrilhas cada vez mais fortalecidas do ponto de vista bélico”, disse ao contestar o relatório anual da Anistia Internacional, divulgado pela manhã.
A Anistia acusa o governo do Rio de aplicar uma política violenta e discriminatória, classificada pelo relatório de “draconiana e belicosa”, na qual destaca o recorde de mortos em 2007, quando a polícia matou 1,2 mil pessoas.
Segundo Sérgio Cabral, que diante do dados reforçou “total apoio à polícia”, a população do Rio tem aprovado as ações do governo, principalmente, as comunidades onde o crime organizado está instalado e os cidadãos não têm acesso aos seus direitos.
“Desrespeito aos direitos humanos é ter inocentes reféns de marginais que decidem as regras. Isso é falta de direitos humanos”. E completou: “Belicoso é ter cidadão amedrontado por um fuzil de um marginal”.
Cabral contestou também a denúncia da Anistia de que há pouca ou nenhuma investigação séria sobre as mortes de pessoas em conflito com a polícia. Disse que as corregedorias são “fortes e autônomas” e são usadas para apurar crimes ou abusos cometidos pelos policiais.
“Há uma confusão. Existe uma falsa dicotomia que prevaleceu entre direitos humanos, a lei e a ordem. Essas duas não podem se contrapor aos direitos humanos, pelo contrário, são fundamentais”, concluiu.
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