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Brasília - As tarifas dos serviços bancários estão entre os produtos não
alimentícios que mais pressionaram a inflação medida pelo Índice de
Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de maio, divulgado hoje (28) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os serviços bancários aumentaram 5,28%.
Nova tabela de tarifas bancárias para pessoas físicas entrou em vigor no dia 30 de abril, conforme determinação feita pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN) no final do ano passado. O CMN limitou as cobranças
a 20 serviços e estabeleceu correções de preços
a cada seis meses, desde que autorizadas pelo Banco Central. Já a redução dos valores das taxas
pode ser feita a qualquer momento. Além disso, o CMN determinou a padronização da nomenclatura das tarifas, com nomes iguais para os serviços prestados.
De acordo com dados do IBGE, na seqüência dos itens cujos preços são medidos para composição do IPCA-15, vêm os artigos de limpeza, com variação de 1,67% e os salários dos empregados
domésticos, com alta de 1,20%. Os remédios, com alta de 1,73%, também se
destacaram na formação do IPCA-15 de maio.
A pesquisa do IBGE mostrou ainda que os produtos alimentícios são os que mais vêm exercendo pressão sobre a inflação de maio, com alta
de 1,26%, embora tenham apresentado ligeira desaceleração em relação a abril,
quando tiveram alta de 1,28%. Os preços dos alimentos tiveram um peso de 0,28%,
exatamente a metade da formação do IPCA-15 de maio, que registrou uma
taxa de 0,56%.
Os alimentos que mais subiram de preço foram o arroz, com aumento de
11,94%; o pão francês, com alta de 5,84%; e o leite pasteurizado, com 3,48%.
A inflação medida pelo IPCA-15 registra, nos últimos 12 meses, uma taxa
de 5,25%.
O IPCA-15 é calculado pelos preços coletados entre os dias 15 de abril e
15 de maio e comparados aos registrados entre 15 de março e 14 de abril.
O índice refere-se ao consumo das famílias que ganham de 1 a 40 salários
mínimos.
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