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Brasília - Um grupo
de sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) se
reuniu hoje (28) na plataforma superior da rodoviária de
Brasília para recolher assinaturas em favor da
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas
semanais, sem diminunição dos salários. A
manifestação fez parte das ações
programadas por centrais sindicais para ocorrer em vários pontos do país em defesa da proposta.
O diretor
da CUT no Distrito Federal, Cícero Rôla, disse que “a intenção
da entidade é conquistar a redução da carga horária,
sem a redução dos salários". Isso, segundo ele, ajudaria a inserir novos trabalhadores no mercado formal.
Cícero
explicou que a CUT pretende entregar um abaixo-assinado no próximo
dia 3, no Congresso Nacional, para pressionar os parlamentares a
aprovarem a diminuição da jornada de trabalho.
Ele acrescentou ainda que não descarta a possibilidade de
greves e paralisações para lutar pela a redução
da jornada. “A gente está tentando demonstrar ao Congresso a
importância de se discutir isso com altivez, com
responsabilidade e com uma certa urgência, para evitar que tenhamos um movimento nacional de paralisação, ou até,
se for o caso, uma greve geral em defesa dessa reivindicação”,
ressaltou Cícero.
Além
da redução da jornada, as manifestações
também são em favor da aprovação das
Convenções 151 e 158 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT).
A
Convenção 151 “é um instrumento que
regulamenta o direito dos trabalhadores [do serviço público]
de greve e de ter uma negociação anual”, explicou o
diretor da CUT.
Já a convenção 158 restringe a demissão sem justa
causa, que, segundo Cícero, está sendo usada
pelo setor privado como maneira de pagar salários menores
aos trabalhadores. Os empregados mais antigos são demitidos
para a contratação de novos funcionários com
salários em média 10% menores. De acordo com ele,
44% da mão-de-obra no Brasil sofre essa “rotatividade”.
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