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28 de Maio de 2008 - 18h37 - Última modificação em 28 de Maio de 2008 - 18h37


CUT faz manifestação em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais

Da Agência Brasil


 
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Brasília - Um grupo de sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniu hoje (28) na plataforma superior da rodoviária de Brasília para recolher assinaturas em favor da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminunição dos salários. A manifestação fez parte das ações programadas por centrais sindicais para ocorrer em vários pontos do país em defesa  da proposta.

O diretor da CUT no Distrito Federal, Cícero Rôla, disse que “a intenção da entidade é conquistar a redução da carga horária, sem a redução dos salários". Isso, segundo ele, ajudaria a inserir novos trabalhadores no mercado formal.

Cícero explicou que a CUT pretende entregar um abaixo-assinado no próximo dia 3, no Congresso Nacional, para pressionar os parlamentares a aprovarem a diminuição da jornada de trabalho.

Ele acrescentou ainda que não descarta a possibilidade de greves e paralisações para lutar pela a redução da jornada. “A gente está tentando demonstrar ao Congresso a importância de se discutir isso com altivez, com responsabilidade e com uma certa urgência, para evitar que tenhamos um movimento nacional de paralisação, ou até, se for o caso, uma greve geral em defesa dessa reivindicação”, ressaltou Cícero.

Além da redução da jornada, as manifestações também são em favor da aprovação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A Convenção 151 “é um instrumento que regulamenta o direito dos trabalhadores [do serviço público] de greve e de ter uma negociação anual”, explicou o diretor da CUT.

Já a convenção 158 restringe a demissão sem justa causa, que, segundo Cícero, está sendo usada pelo setor privado como maneira de pagar salários menores aos trabalhadores. Os empregados mais antigos são demitidos para a contratação de novos funcionários com salários em média 10% menores. De acordo com ele, 44% da mão-de-obra no Brasil sofre essa “rotatividade”.

 


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