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Brasília - As isenções
na cobrança da Contribuição Social para a Saúde
(CSS) para todos os aposentados e pensionistas da Previdência
Social e para os trabalhadores celetistas que ganham até R$
3.038 devem ajudar os aliados do governo na aprovação
da proposta na Câmara, avalia o líder do PR, deputado
Luciano Castro (RR).
"Essa matéria
não é fácil. Não consegue unir todos os
deputados da base governista, mas o governo tem maioria para aprovar
a regulamentação da Emenda 29 com a criação
da CSS para financiar a saúde",
disse Castro.
O líder do PR
lembrou que a proposta do então ministro da Saúde Adib
Jatene de criar um imposto provisório, com alíquota de
0,2 %, para resolver o problema da saúde, não surtiu o
efeito desejado.
“O Congresso aprovou
a proposta, que se tornou definitiva, e até hoje não se
resolveram os problemas da saúde. Isso gera desconfiança",
afirmou.
O líder informou
que dos 42 deputados do PR, 30 votarão pela aprovação
da CSS. "Eu ainda não vi o texto final da proposta. Se no
texto não tiver o que se está falando de isenções,
os votos do PR poderão diminuir", disse.
Castro admitiu que
sempre há dissidência da base nas votações
em matéria que cria impostos.
De acordo com o líder
do PT, deputado Maurício Rands (PE), a proposta de isenção
é boa, porque vai isentar do pagamento da CSS quase 70 milhões
de pessoas.
"É
fundamental termos recursos permanentes e estáveis para a
saúde e fazer com que o projeto do Senado [que regulamenta
a Emenda 29] possa ser executado".
Rands reafirmou que sem
a identificação da fonte de custeio para a saúde
não tem como aprovar o texto do Senado. "Sem a
identificação da fonte de custeio, evidentemente que
qualquer presidente da República, não só o
atual, não poderia sancionar um projeto de lei complementar
desse por ser inconstitucional. A tarefa da Câmara é dar
viabilidade à proposta do Senado, identificando as fontes de
custeio", defendeu.
Na opinião do
líder petista, a saúde não pode depender de
receitas conjunturais como o excesso de arrecadação.
“Precisa de receita permanente", afirmou.
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