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Brasília - A Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou hoje (29) nota
lamentando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de
aprovar as pesquisas com células-tronco embrionárias.
Ao julgar Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin)
que contestava o artigo 5º da Lei de Biossegurança, o STF
decidiu autorizar a continuidade das pesquisas.
Segundo a nota, a
decisão do STF revela uma grande divergência sobre o
assunto, o que mostra que alguns ministros têm a mesma posição
do CNBB. “Não se trata de uma questão religiosa, mas
de promoção e defesa da vida humana em qualquer
circunstância”, afirma a nota.
Ainda de acordo com a
nota, o embrião é uma vida humano e tem direito a
proteção do Estado. E a circunstância de estar in
vitro ou no útero materno não diminui e nem aumenta
esse direito. “É lamentável que o STF não
tenha confirmado esse direito cristalino, permitindo que vidas
humanas em estado embrionário sejam ceifadas”.
A CNBB
afirma também que continuará seu trabalho em favor da
vida, desde a concepção até a morte.
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