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29 de Maio de 2008 - 20h45 - Última modificação em 29 de Maio de 2008 - 20h45


Sociedade perde com liberação do uso de células-tronco, diz psicóloga

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A professora e psicóloga Lídia Said classificou como uma perda para a sociedade o resultado do julgamento, realizado hoje (29) no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a Ação Direta de Constitucionalidade (Adin) que questionava o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas. “Eu lamento pela sociedade esse resultado que a gente tem aí”, diz.

"Que tipo de sociedade é essa que abre mão de pessoas que existem, passaram a existir, foram congeladas e paralisadas no seu desenvolvimento por manipulação humana e, porque precisam de uma intervenção humana para continuar sua existência, vão ser impedidas de existir?”, questiona.

Com a frase “Por que usar embriões humanos, se a ciência avança com células-tronco adultas?” estampada na camiseta, Lídia afirma que também se preocupa com a situação das pessoas que têm doenças degenerativas ou lesões que lhe tiraram os movimentos.

“Mas a gente tem visto que as pesquisas com células adultas estão caminhando para isso”, argumenta ela, que diz estar acompanhando e se informando sobre o assunto.

Ela lembra, ainda, o voto apresentado ontem (28), pelo ministro Menezes Direito, primeiro a votar na retomada do julgamento: “não precisa se destruir um embrião para pegar uma célula embrionária”.

Em relação à destinação dada aos embriões excedentes da fertilização in vitro, ela defende a adoção e afirma que se ofereceria, mesmo já tendo cinco filhos.

Lídia, que é psicóloga e professora de educação física e de ensino religioso na rede pública do Distrito Federal, diz que é a favor da ciência e espera que o tema tratado no artigo 5º da Lei de Biossegurança seja mais debatido na sociedade.

“Eu acredito que ainda se há de refletir um pouco mais, ainda se há de alertar a sociedade como um todo”, diz Lídia, uma das últimas a resistir na porta do Supremo mesmo depois do resultado. E conclui: “a manifestação da sociedade é muito pequena”.


 


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