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29 de Maio de 2008 - 14h03 - Última modificação em 29 de Maio de 2008 - 14h17


Votos restritivos comprometem pesquisas com células-tronco, diz Temporão

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que tem dúvidas sobre os votos restritivos dados por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem (28), durante o julgamento da constitucionalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias.

“Eu fico um pouco perdido, sem saber o que vai acontecer na prática com os votos que condicionam a autorização a um conjunto de ressalvas. Espero que o presidente [do STF, ministro Gilmar Mendes], no final da votação, possa esclarecer à sociedade a decisão do ponto de vista prático”, ponderou.

Temporão considerou um “voto estranho” o parecer dado ontem pelos ministros Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Eros Grau e Cezar Peluso. “Você desvia um pouco o foco de atenção e coloca uma série de exigências que, na prática, significam dizer não. Acho que é mais honesto dizer não”, defendeu.

O ministro ressaltou ainda que “quem legisla é o Congresso”. “O que está sendo julgado é a constitucionalidade, ou não, de um artigo da Lei de Biossegurança. Se for necessário fazer mudanças na legislação, como fica a independência dos Poderes?”, questionou.

Entretanto, o ministro da Saúde manifestou-se confiante na votação de hoje (29) e reafirmou a importância da aprovação do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas. “É uma das poucas áreas em que o Brasil pode competir com os países centrais em condições iguais. Se nós não não autorizarmos as pesquisas, vamos depender de uma tecnologia que será desenvolvida lá fora e nos será vendida a preço muito caro”, afirmou.



 


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