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Rio de Janeiro - No próximo dia 4
de junho, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, fará
nova prestação de contas sobre o planejamento urbano e
o atendimento às necessidades da população
brasileira em ações que vêm sendo coordenadas
pela pasta. A prestação de contas ocorre a cada quatro
meses e diz respeito a obras incluídas no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo
governo federal em janeiro de 2007.
Ao participar hoje (29)
do 20º Fórum Nacional, na sede do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro,
o ministro enfatizou que os valores que estão sendo aplicados
são elevados. “São reais. De vez em quando, alguém
diz: o PAC está contingenciado. Não existe corte
algum. Ele só não vai para adiante se algum prefeito ou
governador não quiser levar adiante”.
Márcio
Fortes reiterou que o PAC não existe sem governadores e
prefeitos. “E, agora, o PAC também não existe sem a
participação privada porque 10% do Fundo Nacional de
Interesse Social passam a ser geridos por cooperativas e entidades
sem fins lucrativos que já tenham experiência em atuar
nessa área da habitação.”
O ministro
informou que a proposta de política sobre o planejamento
urbano das metrópoles brasileiras deverá ser
apresentada dentro de 180 dias ao presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. Para isso, salientou que estão sendo ouvidos os
principais interessados no desenvolvimento urbano das regiões
metropolitanas. “Nós estamos no caminho correto de ouvir e
não impor. Essa é a nossa política.”
No
último dia 20, foi constituído um grupo de trabalho
para debater a gestão das regiões metropolitanas. O
objetivo é ter uma gestão mais integrada dos entes que
estejam participando das questões ligadas às regiões
metropolitanas, aglomerações urbanas e micro-regiões,
para orientar em conjunto ações que vão ser
implementadas pelo governo. As competências da União,
estados e municípios ganham destaque nas discussões,
salientou Fortes.
O grupo é
coordenado pelo Ministério das Cidades e reúne a
Secretaria de Relações Institucionais da Presidência
da República, os Ministérios da Integração
Nacional e de Assuntos Estratégicos, Associação
Brasileira de Municípios, Confederação Nacional
de Municípios, Frente Nacional de Prefeitos e Fórum
Nacional de Entidades Metropolitanas.
O ministério
conta com orçamento de R$ 149 bilhões para habitação,
saneamento e transporte urbano, ressaltou o ministro, acrescentando
que por essa razão as ações empreendidas visam
atender a toda a população e não apenas os mais
carentes. O orçamento do Ministério das Cidades engloba
recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
(SBPE), ou seja, das cadernetas de poupança, referentes também
à classe média.
Por isso, ele afirma que todos
os brasileiros são beneficiários. “E todos têm
que cobrar reciprocamente a execução desses programas.
Sobretudo, cobrar mais planejamento e cobrar a definição
dessa ação nas regiões metropolitanas quanto a
quem faz, quem é responsável.” Fortes indicou que
deve ser cobrado também do Supremo Tribunal Federal (STF) as
definições necessárias sobre essa tema.
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