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Rio de Janeiro - A decisão de elevar o superávit primário de 3,8% para 4,3% não significa extinguir o fundo soberano, disse hoje (30) o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em almoço-palestra, na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro. “Vai ser feito [o fundo soberano]. É uma encomenda do presidente Lula”, afirmou. Paulo Bernardo. Ele disse que caberá ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, formatar o fundo, apresentando os mecanismos de captação de recursos, as regras para aplicação desse dinheiro, entre outros detalhes, para que seja transformado em lei. O governo vai mandar o projeto para o Congresso Nacional, após a aprovação do presidente Lula. “Mas não acaba, não. A nossa proposta é fazer um fundo soberano”. Paulo Bernardo esclareceu que a obtenção pelo Brasil de mais um grau de investimento não afasta a necessidade de criação desse fundo. O ministro do Planejamento confirmou que o excedente do superávit primário vai servir para capitalizar o fundo soberano. “Essa é a proposta que está fazendo o ministro Guido”. Ele ponderou, porém, que devem ser discutidos primeiro qual será a fórmula e o que será encaminhado ao Congresso. Por enquanto, o que há de concreto até agora é o aumento da meta de superávit primário de 3,80% para 4,30%, disse Bernardo.
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