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São Paulo - O advogado Carlos Kauffmann, defensor de Marcos
Mantovani, dono da empresa de consultoria Progus, disse hoje (30) que
o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força
(PDT-SP), e o advogado e ex-conselheiro do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Ricardo Tosto não
tinham conhecimento sobre o esquema de fraudes em empréstimos
no banco e não receberam "nenhum centavo" de
recursos do BNDES destinados a projetos.
Mantovani é
investigado pela Operação Santa Tereza da Polícia
Federal (PF), que apura um esquema montado para fraudar empréstimos
no BNDES e praticar crimes de prostituição, lavagem de
dinheiro e tráfico de mulheres. Mantovani foi ouvido pela
Justiça Federal na última segunda-feira (26), em São
Paulo, junto com João Pedro de Moura, ex-assessor da Força
Sindical e ex-conselheiro do BNDES.
Segundo Kauffman,
Mantovani e Moura usaram indevidamente os nomes de Paulinho e de
Tosto para "conseguirem ganhar mais honorários",
obtidos dos clientes que tinham seus projetos, elaborados pela
Progus, aprovados no BNDES. De acordo com o advogado, os nomes de
Paulinho e de Tosto nunca foram usados para a obtenção
dos financiamentos no banco.
"Os nomes nunca foram usados
para aprovar projetos. Foram usados na divisão de honorários
licitamente cobrados pela elaboração de projetos. Não
houve nenhuma influência de qualquer pessoa no BNDES",
disse Kauffman. Segundo ele, "a partir do momento que ele [seu
cliente] usava o nome [de Tosto], ele dizia que ia
entregar o dinheiro [para o Tosto], mas não entregava e
ficava com mais honorários para ele".
Kauffmann ainda disse que seu cliente não é
culpado pela acusação feita pelo Ministério
Público Federal (MPF). "A acusação está
fundada na ausência de realização de projetos no
BNDES, mas os projetos foram realizados e executados".
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