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Brasília - O
ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles
afirmou hoje (30), em entrevista ao programa Revista Brasil
da Rádio Nacional, que a discussão referente ao
uso de células-tronco embrionárias terminou apenas no
Supremo Tribunal Federal (STF). Ele assegura que continuará
contrário à manipulação dos embriões, mas defende a necessidade de uma legislação específica sobre o tema.
A ação direta de inconstitucionalidade, de autoria do ex-procurador, pedia a
suspensão do artigo 5º da Lei de Biossegurança
(Lei 11.105/05). O trecho do texto prevê o uso de
células-tronco obtidas de embriões humanos produzidos
por fertilização in vitro congelados a mais de
três anos.
“Eu
continuo convicto com a minha tese de que a vida está no
embrião humano. Não tenho motivo para deixar de
defender, até porque em dez anos de pesquisa não houve
nenhum sucesso”, afirmou.
Mesmo
insatisfeito com o resultado do julgamento do STF – que decidiu
ontem (29) pela constitucionalidade do artigo –, Fonteles elogiou a
atitude do ministro Joaquim Barbosa. O magistrado votou pela
autorização da continuidade das pesquisa com
células-tronco embrionárias, porém defendeu a
criação de um projeto de lei específico para o assunto.
“O
ministro Joaquim Barbosa tocou num ponto importantíssimo, o de
criar uma legislação específica. Espero que o
parlamento elabore um projeto de lei, com um amplo debate em
audiência pública, para normalizar corretamente esse
assunto, e não utilizar artigo de uma lei, que não tem
nada a ver com o assunto”, ressaltou.
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