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Brasília - Com música e informação, o cantor e apresentador Gilvan Chaves fez parte da equipe que inovou a Rádio Nacional de
Brasília já na sua segunda década de existência. O Eu de cá, Você de
lá, um dos programas apresentados por Gilvan Chaves, continua no ar.
Agora é apresentado pelo locutor Luiz Alberto.
“Eu aprendi com o titio Gilvan Chaves que quando eu tô apresentando
o programa, eu me transporto para o ambiente do ouvinte. Quando estou
falando para o caminhoneiro, eu me transporto para a cabine do
caminhão. E procuro falar a liguagem dele. Acho que esse é o sucesso.
Colocar o ouvinte em primeiro lugar, como cidadão.”
O Parada Nacional foi outro programa famoso nas décadas de 70 e 80.
Apresentado por Edson Vitorino, trazia para o ouvinte de Brasília
músicas de todo o país. “A gente tinha correspondente em várias
emissoras do Brasil, em praticamente todos os estados e eles indicavam
as músicas que estavam fazendo sucesso e a gente rodava as músicas.
Esse programa dava eco na cidade e era bem moderninho na época.”
Na década de 80, a Rádio Nacional de Brasília também lançou programação infantil. O programa Encontro com a Tia Heleninha buscava estimular a imaginação das
crianças. “Nós tínhamos um bom casting de música, era Patotinha, Balão
Mágico, esse pessoal bacana, Trem da Alegria. Foi uma época rica para a
música infantil. Eu tenho mais de 400 histórias em disco e algumas
histórias contava eu também. Os pequeninhos pegavam carona nas
historinhas e pegavam carona nas musiquinhas. Os outros, não, pegavam a
sintonia fina. Entendiam o programa inteiro”, conta Heleninha Bortone.
O programa Viva Maria, apresentado por Mara Régia, foi
considerado marco no processo de redemocratização do Brasil. É até hoje
um espaço fundamental na defesa dos direitos da mulheres.
“Justo
num período de abertura e de censura,a gente conseguiu fazer com que as
mulheres mostrassem seu destino valoroso. E graças ao Viva Maria, a
gente mobilizou meio mundo para estar muitas vezes na Rodoviária do
Plano Piloto, andando na Esplanada dos Ministérios.”
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