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31 de Maio de 2008 - 12h04 - Última modificação em 31 de Maio de 2008 - 12h04


Palco da Rádio Nacional era sonho de muitos cantores

Rosemary Cavalcanti e Juliana Cézar Nunes
Repórteres da Rádio Nacional

 
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Brasília - Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves, Emilinha Borba, Cauby Peixoto. Vozes inesquecíveis de artistas que passaram por Brasília e se apresentaram no auditório da Rádio Nacional. Durante duas décadas, o palco montado em um prédio no início da Asa Sul era o sonho de muitos cantores brasileiros.

O locutor Meira Filho viu o palco ser construído e apresentou lá os primeiros programas de auditório da emissora. “Aqui teve uma época áurea de cantores de todas as partes do Brasil. Esse menino Gil (Raul Gil), que está com programa na televisão, dava sempre umas voltinhas por aqui. Jamelão, Emilinha Barbosa, Marlene, esse povo todo.”

O palco da Nacional também revelou talentos candangos. Assim como a Rádio Nacional do Rio, a emissora tinha um elenco contratado, para apresentações musicais e radionovelas. Os primeiros cantores contratados foram Glória Maria e Fernando Lopes.

“A primeira música que eu cantei na rádio foi uma música escolhida pelo maestro Coleman, que era uma seleção de boleros. Porque naquela época o cancioneiro mexicano invadia o Brasil todo. E finalizei cantando o que era o grande sucesso na época, eu finalizei cantando Granada.”

Já nos primeiros anos, a Rádio Nacional teve que enfrentar o desafio de fazer jornalismo público em tempo de governo militar. Ainda em 1961, a emissora chegou a fazer parte da rede da legalidade, transmitindo discursos do então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, em favor de João Goulart. Com a deposição de Jango, o locutor Clemente Drago conta que o trabalho ficou mais difícil.

“Nós sofremos algumas coisas na ditadura. Tudo eles controlavam. Mesmo no jornalismo normal da Rádio Nacional, vinha um major, um capitão e colocava: esses assuntos não podem ser mencionados. Um colega meu, o Fernando Augusto, saiu de um programa da Rádio Nacional já no camburão do Exército.”




 


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