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Rio de Janeiro - A primeira carga de gás
natural liquefeito (GNL) para atender as usinas termelétricas
deverá chegar até meados de julho nos terminais de
importação do produto que a Petrobras está
instalando em Pecém, no Ceará, e na Baia de Guanabara,
no Rio de Janeiro.
A Petrobras e o grupo
Britsh Gas (BG) assinaram hoje (2) dois acordos para o suprimento de
gás natural liquefeito (GNL) para atender aos dois terminais
em construção.
O presidente da
estatal, José Sergio Gabrielli, ressaltou que a assinatura do
acordo era mais um passo importante na montagem de uma maior
flexibilidade para o mercado brasileiro de gás.
“Nós saímos
de uma situação onde a demanda de gás era
pequena, para uma outra onde a demanda pelo produto cresceu muito, o
que forçou alterações regulatórias
importantes nas relações entre os diferentes agentes do
mercado de gás no país”, disse ao se referir á
introdução de diferentes tipos de contratos de gás
assinados entre a empresa e as distribuidoras e que levam em conta a
flexibilidade do mercado de gás do país.
Segundo informações
da diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças
Foster, a primeira carga de GNL atenderá a unidade de Pecém,
em meados do próximo mês, e deverá oscilar entre
75 mil e 130 mil metros cúbicos, “dependendo das
necessidades internas para despacho às termoelétricas”.
A chegada da carga
marca o início da atuação da estatal brasileira
como agente no mercado internacional de GNL.
O segundo acordo prevê
a entrega de cargas de GNL com flexibilidade para que a Petrobras
possa definir, a cada carregamento, em qual terminal o produto será
entregue. A flexibilidade do acordo prevê ainda o ajuste do
suprimento de GNL à demanda pelo produto no mercado interno.
A flexibilidade
permite, no entendimento de Graça Foster, a adoção
de estratégia pré-determinada pela Petrobras de
estabelecer contratos de suprimento de GNL, aliando ao mesmo tempo a
garantia de entrega com as necessidades da demanda interna do país.
Maria das Graças
Foster adiantou que a estatal já havia fechado até
agora quatro contratos para o fornecimento do gás liquefeito
do petróleo para atendimento às usinas termelétricas.
Além da BG, a Petrobras também assinou contrato com a
Shell e outras duas empresas, que segundo Graça Foster “por
força contratual” não pode revelar os seus nomes.
A diretora da Petrobras
adiantou que a estatal estuda a construção de mais uma
planta de regaseificação no país, provavelmente
em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul, por questões
técnicas e econômicas. No caso do Rio Grande do Sul, a
localização se destinaria ao atendimento de vizinhos do
Cone Sul.
“A construção
ou não dessa terceira planta dependerá do sucesso dos
leilões de fornecimento de energia A-3 e A-5, a serem
realizados em meados do segundo trimestre deste ano. A planta, se
construída, terá capacidade de processamento de 14 a 20
milhões de metros cúbicos por dia. Um negócio
deste não sairá por menos de US$ 400 milhões”,
previu Graça.
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