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Brasília - As disciplinas de
filosofia e sociologia farão parte da grade curricular das
escolas de ensino médio particulares e públicas. O
presidente em exercício, José Alencar, sancionou hoje
(2) o projeto de lei que torna obrigatório o ensino das duas
matérias nos três anos do ensino médio.
A lei prevê
obrigatoriedade imediata das disciplinas. Mas de acordo com
assessoria do Ministério da Educação, até
o momento não existe prazo para as secretarias estaduais,
responsáveis pela grade curricular do ensino médio, se
adequarem nem estimativa de impacto financeiro ou de contratação
de professores.
Em 1971, as disciplinas de filosofia e de
sociologia deixaram de ser lecionadas nas salas das escolas de ensino
médio por determinação da ditadura militar. Em
2001, o Congresso Nacional aprovou a inclusão das duas
matérias, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vetou,
segundo lembrou o presidente em exercício José Alencar.
“Precisamos [dessas duas matérias] para nos
facilitar o exercício e o direito à cidadania", defendeu José Alencar.
Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que "essa lei
recupera o direito fundamental de aprender no sentido amplo da
palavra, no sentido de se apropriar ao mesmo tempo que se coloca
crítica frente ao que se aprendeu”.
Desde 2006, o Conselho
Nacional de Educação (CNE) tem resolução
que torna obrigatório a filosofia e a sociologia nas escolas
de ensino médio. As redes estaduais tiveram um ano para se
adaptar. O parecer não determinava a implantação
nas três séries do ensino médio, como prevê
a nova lei.
De acordo com o ministro Haddad, alguns conselhos
estaduais não entenderam a medida como urgente e foi preciso
uma lei para garantir a inclusão. A assessoria do ministério
informou que não há levantamento sobre a quantidade de
estados que já cumprem a resolução.
Aprovada
no último dia 8 pelo Senado, a nova lei altera o artigo 36 da
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 20 de
dezembro de 1996.
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