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3 de Junho de 2008 - 06h37 - Última modificação em 3 de Junho de 2008 - 06h38


Secretário-geral da ONU diz que produção de alimentos tem de aumentar 50% até 2030

Priscilla Mazenotti
Enviada especial

 
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Roma - Na abertura da Conferência da FAO - a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou que 850 milhões de pessoas passam fome. Segundo ele, por causa da crise mundial de alimentos, esse número pode aumentar em 300 milhões. "A produção alimentar tem de aumentar em 50% até 2030 para dar conta de uma demanda crescente", disse.

Ban Ki-Moon lembrou a importância dos programas de assistência alimentar, mas disse que políticas puramente assistenciais não vão resolver o problema da fome no mundo. "Políticas puramente assistenciais não podem funcionar. Devemos eliminar mecanismos que provoquem a distorção da oferta de alimentos no mercado". Ele invocou os países a agirem rápido.

Na mensagem do papa Bento XVI, lida pelo Cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, foi feito um pedido para superar a crise urgente. "A má-nutrição não é mera fatalidade provocada por calamidades naturais. Envolve questões econômicas. O direito à alimentação é um direito primário, ligado à defesa da vida humana. Todos têm direito à vida e isso envolve o acesso aos alimentos.

O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, lamentou que a crise alimentar fosse uma "catástrofe anunciada". "Os recursos para financiar a produção agrícola diminuíram enquanto a população mundial aumentou. Os motivos já estão suficientemente explicados. O que é importante hoje é que é hora de agir. O mundo está numa situação perigosa".

A FAO abre hoje (3) a sua conferência de alta segurança para discutir a questão alimentar no mundo.

 


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