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Brasília - O Plenário da
Câmara se reúne amanhã (4) a partir das 10h para
votar o projeto de lei que regulamenta a Emenda 29, que prevê o
repasse mínimo de recursos da União, dos estados e dos
municípios para a saúde, com a criação da
Contribuição Social para a Saúde (CSS).
Os líderes da
base aliada ao governo acertaram hoje (3) alguns pontos no texto
final que será levado ao plenário. De
acordo com o líder do governo, deputado Henrique Fontana
(PT-RS), a cobrança da CSS só será feita a
partir de 1º de janeiro do ano que vem e os recursos da
contribuição ficarão de fora da
Desvinculação das Receitas da União (DRU). A proposta prevê ainda que a CSS será de 0,1% de toda movimentação financeira, isentos os aposentados e pensionistas da Previdência e os trabalhadores que ganham até R$ 3.038.
Fontana informou que
como foi feito acordo de que a cobrança só terá
início no ano que vem, o governo vai colocar novos recursos
orçamentários na saúde neste ano, além
dos R$ 48 bilhões previstos no orçamento.
"Esses recursos
extras virão de um ano melhor de arrecadação, e
a partir do ano que vem se agrega a arrecadação da
CSS", explicou.
De acordo com as
previsões dos líderes aliados ao governo, neste ano a
saúde deverá receber R$ 53 bilhões; em 2009, com
a aprovação da CSS, os recursos seriam de R$ 68
bilhões, e em 2010, de cerca de R$ 75 bilhões.
Mesmo com o adiamento
da votação da proposta que regulamenta a Emenda 29, a
oposição retomou a obstrução no plenário
para impedir a votação da Medida Provisória 424,
que abre crédito de R$
1,8 bilhão para órgãos do Poder Executivo. A MP
está trancando a pauta de votações e impedindo a
apreciação de outras matérias.
O líder do DEM,
deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que a
estratégia da oposição é vencer o governo
no "cansaço" e que a obstrução vai
continuar para impedir a votação da CSS.
"A base do governo
não está segura de que vai aprovar a CSS, e como há
resistência da oposição, o governo está
com medo de votar", disse o líder.
Para aprovar o projeto
que regulamenta a Emenda 29 e cria a CSS são necessários
os votos favoráveis de no mínimo 257 dos 513 deputados.
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