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4 de Junho de 2008 - 18h59 - Última modificação em 4 de Junho de 2008 - 18h59


Comissão de Direitos Humanos da Câmara discute titulação de terras quilombolas

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) se reuniu hoje (4) para discutir a titulação de terra nas comunidades quilombolas. O principal objetivo da reunião era avaliar as dificuldades para a implementação do artigo 68 das Disposições Transitórias da Constituição, que assegura aos remanescentes da comunidades dos quilombos a propriedade definitiva de suas terras.

“O nosso trabalho é para que o decreto seja mantido, que as ações sejam amplificadas e aceleradas do ponto de visto de reconhecimento e da titulação de terras quilombolas, bem como as políticas públicas conseqüentes”, afirma o subsecretário de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Alexsandro Reis.

De acordo com Reis, as principais dificuldades para obter a titulação das terras quilombolas é a insegurança jurídica e a falta de profissionais para atender a demanda. “Há um decreto que está sendo questionado no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal. Outra dificuldade é que os órgãos de governo responsável pela demarcação e identificação de terras não têm profissionais à disposição para atender a demanda a partir daquilo que está estabelecido.”

Segundo ele, durante a reunião foram definidas as ações que o Instituto Nacional de Regularização e Reforma Agrária (Incra) poderá realizar em conjunto com a Fundação Palmares. Essas ações, acrescentou ele, objetivam acelerar o processo de identificação das comunidades que podem ser tituladas ainda neste ano.

Para Reis, o Congresso Nacional tem que intensificar o diálogo com os parlamentares, já que muitos são contrários à titulação.

“O governo federal estabeleceu uma meta de titular 600 comunidades até 2011. Agora, na mês de maio, foram tituladas mais cinco comunidades no Pará, Nós estamos em processo para titular mais 19 comunidades até o final do ano”, informou Reis, ao fazer um balanço sobre o andamento dos processos de titulação de áreas quilombolas.

 


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