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Brasília - A Comissão de
Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) se
reuniu hoje (4) para discutir a titulação de terra nas
comunidades quilombolas. O principal objetivo da reunião era
avaliar as dificuldades para a implementação do artigo
68 das Disposições Transitórias da Constituição,
que assegura aos remanescentes da comunidades dos quilombos a
propriedade definitiva de suas terras.
“O nosso trabalho é
para que o decreto seja mantido, que as ações sejam
amplificadas e aceleradas do ponto de visto de reconhecimento e da
titulação de terras quilombolas, bem como as políticas
públicas conseqüentes”, afirma o subsecretário
de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria
Especial de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial, Alexsandro Reis.
De acordo com Reis, as
principais dificuldades para obter a titulação das
terras quilombolas é a insegurança jurídica e a
falta de profissionais para atender a demanda. “Há um
decreto que está sendo questionado no Congresso Nacional e no
Supremo Tribunal Federal. Outra dificuldade é que os órgãos
de governo responsável pela demarcação e
identificação de terras não têm
profissionais à disposição para atender a
demanda a partir daquilo que está estabelecido.”
Segundo ele, durante a
reunião foram definidas as ações que o Instituto
Nacional de Regularização e Reforma Agrária
(Incra) poderá realizar em conjunto com a Fundação
Palmares. Essas ações, acrescentou ele, objetivam
acelerar o processo de identificação das comunidades
que podem ser tituladas ainda neste ano.
Para Reis, o Congresso
Nacional tem que intensificar o diálogo com os parlamentares,
já que muitos são contrários à titulação.
“O governo federal
estabeleceu uma meta de titular 600 comunidades até 2011.
Agora, na mês de maio, foram tituladas mais cinco comunidades
no Pará, Nós estamos em processo para titular mais 19
comunidades até o final do ano”, informou Reis, ao fazer um
balanço sobre o andamento dos processos de titulação
de áreas quilombolas.
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