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Brasília - Sem uma
fonte estável de recursos para a saúde, que permita à
pasta planejar, ao longo do tempo, suas ações, não
há como sustentar a Emenda 29. A avaliação é
do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao se
referir à possibilidade de aprovação hoje (6), na
Câmara dos Deputados, da Contribuição Social para
a Saúde (CSS).
“O
volume de recursos que o ministério dispõe é
suficiente para manter o que existe hoje, mas o que existe é
insuficiente para atender às necessidades da população.
Por isso precisamos de dinheiro novo”, disse Temporão.
Ao
participar de audiência pública na Comissão de
Assuntos Sociais do Senado, para debater a situação de
doenças negligenciadas e do Programa Mais Saúde (PAC da
Saúde), Temporão reforçou a importância da
regulamentação da Emenda 29, no Congresso Nacional, para
que os gastos com a saúde – sobretudo por governos estaduais
e municipais – possam ser definidos.
A
estimativa, segundo ele, é de que, caso a proposta seja
aprovada, R$ 5 bilhões a mais, provenientes de estados e
municípios, que atualmente não participam com recursos
para a saúde, passem a fazê-lo, possibilitando uma
definição “clara” da participação de
cada governo no financiamento da saúde.
“No
caso da União, a estratégia que o Congresso escolheu
foi a criação da CSS. O volume de recursos que, em
tese, essa arrecadação vai destinar única e
exclusivamente ao Fundo Nacional de Saúde é
extremamente importante. Vai mudar a realidade de hoje”, disse o ministro.
Temporão
considera que o programa Mais Saúde está “inviável”
do ponto de vista da execução, por conta da falta de
recursos financeiros e que apenas por meio de um novo financiamento
as ações propostas poderão ser implementadas. “O
Ministério da Saúde não está propondo
nada superficial, está tocando em questões como a
garantia à saúde, o tratamento digno e o acesso às
tecnologias”, concluiu José Gomes Temporão.
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