Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
4 de Junho de 2008 - 11h26 - Última modificação em 4 de Junho de 2008 - 12h24


Mantega cita projeções do mercado e garante que inflação ficará dentro da meta

Daniel Lima e Ivan Richard
Repórteres da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, citou hoje (4) números do mercado que indicam que a inflação deve crescer até o final do ano, atingindo 5,4% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "A previsão do mercado é de uma certa aceleração gradual, mas sem sair das metas estabelecidas pelo governo", disse.

Mantega fez um panorama macro-econômico do país durante o quarto balanço Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que está sendo feita nesta manhã pelo Comitê Gestor do PAC, no Palácio do Planato, em Brasília.

O centro da meta da inflação estabelecido pelo governo é de 4,5%, mas pode variar dois pontos para cima ou para baixo. O ministro enfatizou que, embora o mercado estime uma inflação anual de 5,4% pelo IPCA, que é o índice oficial escolhido pelo governo para o cálculo da inflação, o índice ficará dentro da meta.

Na sua perspectiva, a inflação, de certa forma, deve gravitar em torno do centro da meta, devido às pressões da inflação mundial, que também atinge o Brasil e que faz com que o governo tome medidas de precaução.

"A taxa de inflação deverá gravitar em torno desses 4,5% podendo ser um pouquinho maior, mas sempre dentro das metas", afirmou. Mantega também disse que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deverá estar em torno de 5% em 2008. De acordo com o ministro, o que foi verificado no primeiro trimestre é que a taxa de crescimento continua "robusta" e a economia crescendo, perfeitamente "habilitada a atingir essa taxa de 5% até o final do ano".

Mantega avaliou que, apesar da alta das commodities agrícolas, metálicas e energéticas e de problemas econômicos vividos por vários países do mundo, o Brasil está tendo “um resultado positivo” no controle da inflação.

Segundo ele, a inflação mundial cresceu dois pontos percentuais nos últimos dois meses. “O Brasil está abaixo da média da inflação mundial. Enquanto vários países se afastam de suas metas [de inflação], o Brasil não só manteve a meta como está abaixo”, afirmou o ministro.

De acordo com Mantega, praticamente todos os países emergentes importantes, como Chile (4,5%) e África do Sul (3,8%) estão acima de suas metas para inflação. Apenas o Brasil e o Canadá, disse Mantega, estão dentro de suas metas. “Mesmo com os problemas internacionais, o Brasil se mantém dentro da meta mesmo com a economia aquecida”, acrescentou o ministro.

Ainda segundo o ministro da Fazenda, do ponto de vista macroeconômico, o PAC está cumprindo todas as suas metas.

Ele disse ainda que a meta de superávit primário de 3,8% do PIB será facilmente alcançada, o que permitirá que o governo consiga fazer mais 0,5% de poupança fiscal, excedente que deve ir para a formação do Fundo Soberano. "Quando [o fundo soberano] existir a poupaça vai para ele, enquanto ele não existir a poupança será feita de todo jeito. Está sendo feita", enfatizou.

Mantega estimou ainda que a realização do Projeto Piloto de Investimento (PPI) deva chegar a 0,5% do PIB e que a dívida pública continue em queda, fechando em 41% do PIB. A previsão de gastos em obras do PPI, para este ano, é de R$ 13,8 bilhões, investimento que pode ser abatido do superávit primário, a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública.

Hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define a taxa básica de juros que remunera os títulos depositados no Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Previsões de mercado indicam que a taxa passará dos atuais 11,75% para 12,25% ao ano.


*A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina