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5 de Junho de 2008 - 08h22 - Última modificação em 5 de Junho de 2008 - 09h27


Preço do petróleo encarece produção agrícola, afirma diretora da ONU

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Roma (Itália) - A diretora executiva do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, Josette Sheeran, fala na Conferência de Alto Nível da FAO sobre a Segurança Alimentar Mundial Roma (Itália) - A diretora executiva do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, Josette Sheeran, fala na Conferência de Alto Nível da FAO sobre a Segurança Alimentar Mundial
Roma (Itália) - Agricultores que vivem em países mais pobres estão plantando apenas um terço do que cultivavam há um ano, e o preço do petróleo é um dos principais responsáveis pela diminuição. É o que afirma a diretora do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, Josette Sheeran.

"Em junho comecei a listar os fatores que contribuem para o alto preço dos alimentos, e o número um é o preço do petróleo", disse hoje (5), em entrevista coletiva, na Conferência de Alto Nível sobre a Segurança Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

"Fazendeiros do mundo todo têm pedido um combustível mais acessível", completou lembrando que o custo do petróleo se reflete no preço de fretes, fertilizantes, sementes e demais equipamentos agrícolas.

Sheeran explicou que a crise alimentar e o acesso à comida às populações mais pobres serão os principais assuntos da reunião do G 8, marcada para julho. "Havia um tempo em que não sabíamos como produzir comida no mundo, hoje sabemos. É inadmissível, saber como resolver o problema e não resolvê-lo", completou.

A idéia também é incentivar a produção agrícola local para forçar a distribuição mais rápida dos alimentos. "Preferimos lidar com cem mil agricultores pequenos do que com um distribuidor grande", disse.

A questão da segurança no transporte de alimentos em países que sofrem com guerras civis e violência também será tema da reunião do G 8, segundo Sheeran. "Em Darfur [região oeste do Sudão], por exemplo, perdemos oito motoristas desde setembro tentando distribuir comida. Precisamos que o mundo fique firme e diga que ajuda humanitária com comida precisa ter passe seguro. Precisamos de segurança para distribuí-la e vamos pedir isso ao G 8", comentou.


 


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