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Valter Campanato/ABr
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Roma (Itália) - A diretora executiva do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, Josette Sheeran, fala na Conferência de Alto Nível da FAO sobre a Segurança Alimentar Mundial
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Roma (Itália) - Agricultores que vivem
em países mais pobres estão plantando apenas um terço
do que cultivavam há um ano, e o preço do petróleo
é um dos principais responsáveis pela diminuição. É o que afirma a diretora do Programa Alimentar Mundial
(PAM) das Nações Unidas, Josette Sheeran.
"Em junho comecei
a listar os fatores que contribuem para o alto preço dos
alimentos, e o número um é o preço do
petróleo", disse hoje (5), em entrevista coletiva, na
Conferência de Alto Nível sobre a Segurança
Alimentar Mundial da Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
"Fazendeiros do
mundo todo têm pedido um combustível mais acessível",
completou lembrando que o custo do petróleo se reflete no
preço de fretes, fertilizantes, sementes e demais equipamentos
agrícolas.
Sheeran explicou que a
crise alimentar e o acesso à comida às populações
mais pobres serão os principais assuntos da reunião do
G 8, marcada para julho. "Havia um tempo em que não
sabíamos como produzir comida no mundo, hoje sabemos. É
inadmissível, saber como resolver o problema e não resolvê-lo",
completou.
A idéia também
é incentivar a produção agrícola local
para forçar a distribuição mais rápida
dos alimentos. "Preferimos lidar com cem mil agricultores
pequenos do que com um distribuidor grande", disse.
A questão da
segurança no transporte de alimentos em países que
sofrem com guerras civis e violência também será
tema da reunião do G 8, segundo Sheeran. "Em Darfur
[região oeste do Sudão], por exemplo, perdemos oito
motoristas desde setembro tentando distribuir comida. Precisamos que
o mundo fique firme e diga que ajuda humanitária com comida
precisa ter passe seguro. Precisamos de segurança para
distribuí-la e vamos pedir isso ao G 8", comentou.
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