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Brasília - Pesquisa do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) revelou que 34,5 milhões de
brasileiros, moradores de áreas urbanas, não têm
acesso à coleta de esgoto. O número é resultado
de um crescimento de 3,2% na cobertura dos serviços de
saneamento no país, comparado a 2001.
De acordo com a
pesquisa, divulgada no seminário Políticas sociais e saneamento básico: as experiências brasileira
e indiana, realizado em Brasília, os negros e pardos são
as maiores vítimas da falta de saneamento. O percentual de
negros e pardos que moram em cidades e que não contam com rede
de saneamento básico é quase o dobro do de brancos na
mesma situação.
A pesquisa revelou que
a população atendida por serviços de água
canalizada chega à taxa de 91%, os serviços de
esgotamento sanitário alcançam 77,8% e a coleta de lixo
beneficia 97,1% da população urbana brasileira.
Ainda segundo a
pesquisa, há superlotação nos domicílios
urbanos, já que13,2 milhões de pessoas dividem um quarto com três ou quatro pessoas. Há também
ônus excessivo com aluguel, porque 5,1 milhões de
indivíduos gastam mais de 30% da renda em aluguel. A
irregularidade fundiária atinge 7,6 milhões.
A falta de saneamento
atinge seis vezes mais pessoas das cidades do Norte e quatro vezes
mais as do Nordeste se comparadas à população do
Sudeste.
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