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Brasília - A
ausência de vínculo com o poder público dos
profissionais que trabalham no atendimento à saúde
indígena motiva críticas de comunidades indigenistas, mas conforme
a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), tal quadro será
revertido nos próximos quatro anos.
“Já
temos um termo de conciliação com o Ministério
do Planejamento para substituir os profissionais que hoje trabalham
na assistência à saúde indígena, via
convênios com organizações não-indígenas. Em junho do ano que vem vamos substituir 20%
e sucessivamente mais 20% em 2010 e 2011, e 40% em 2012”, afirmou
o diretor de saúde indígena da Funasa, Vanderlei
Guenka.
A
substituição dos 13 mil funcionários terceirizados também já
foi recomendada à Funasa pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A Coordenação das Organizações Indígenas
da Amazônia Brasileira (Coiab) reclama que a ausência de
vínculo dos profissionais com o Estado estimula a
rotatividade das equipes multidisciplinares – médicos,
enfermeiros e dentistas – nas terras indígenas. Para a
entidade, além dos postos de trabalho serem preenchidos por
concurso específico, os profissionais devem passar por cursos
de capacitação em cultura indígena antes de
iniciarem o atendimento às comunidades.
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