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Brasília - O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome, Patrus Ananias, disse hoje (6) que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva deve decidir sobre o reajuste do programa Bolsa Família
nos próximos dias, e “não de hoje para amanhã,
como tem sido divulgado”.
Em audiência à tarde no
Palácio do Planalto com o presidente Lula, o ministro expôs
o cenário do programa, que não tem correção
desde julho de 2006, e custa R$ 870 milhões por mês aos
cofres públicos.
De acordo com o ministro, existe
entendimento no governo de que o Bolsa Família precisa de
correção. A questão está, segundo ele, em
definir o percentual de reajuste, e para isso ele está
conversando também com a equipe econômica.
Segundo Patrus Ananias,
cada 1% de aumento representa gasto adicional em torno de R$ 8,8
milhões por mês.
O ministério defende um
reajuste de 6%, o que precisaria de aproximadamente R$ 53 milhões
a mais por mês, ou R$ 634 milhões por ano para a
cobertura de benefícios que variam de R$ 18 a R$ 172 por mês.
Segundo o ministro, “para que o programa continue cumprindo
suas finalidades sociais, de assegurar às famílias
pobres o direito sagrado à alimentação e
garantir condições para que elas cumpram as exigências
de ter as crianças nas escolas e os cuidados básicos à
saúde”, é necessário o reajuste.
Patrus
Ananias se adiantou a críticas à vinculação
do aumento pleiteado com as eleições municipais de
outubro próximo. “[O Bolsa Família] É
um programa federal, estabelecido em lei, já consolidado em
todo o país, e que vem sendo operado dentro de uma linha
absolutamente ética e republicana, inclusive com a
participação de prefeituras, independente de partidos
políticos, e chega diretamente aos beneficiários”,
afirmou.
Os maiores beneficiários do programa são
famílias com renda mensal até R$ 60, que têm
direito a uma bolsa básica de R$ 58, que pode ser acrescida
até R$ 172 se a família tiver filhos menores de 15 anos
na escola, até o limite de três, já cada filho dá
direito a mais R$ 18. No caso dessa família ter mais dois
filhos adolescentes, de 16 e 17 anos, também na escola, recebe
mais R$ 30 por cada.
Acima de R$ 60 de renda mensal, a família
perde o direito à bolsa básica de R$ 58, mas valem as
mesmas regras para os filhos comprovadamente matriculados e com
freqüência adequada às escolas.
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