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Brasília - Uma subsecretaria
ligada à Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da
Presidência da República. Essa é uma das
reivindicações que devem ser apresentadas, neste domingo (8), na Carta de
Brasília, ao final da Conferência Nacional de Gays,
Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT),
realizada em Brasília.
A informação
é do secretário financeiro da Associação
Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e
Transexuais (ABGLT), Beto de Jesus. Ele explica que a subsecretaria
seria criada por intermédio da formulação e
aprovação de um plano nacional de políticas
públicas para a comunidade GLBT.
"Se há um
plano, tem que ter um espaço onde seja executado. A gente quer
minimamente uma estrutura que vá desenvolver esse plano, para
que isso se torne política de estado e não uma política
transitória, de governo", diz Beto.
O plano nacional,
lembra ele, teria que vir não só com a previsão
de ações e políticas públicas. "Nós
queremos um plano com metas, prazos, avaliação,
monitoramento e dotação orçamentária para
que ele seja exeqüível e garanta de fato políticas
públicas para essa comunidade".
Para Beto de
Jesus, essa nova estrutura, dentro da SEDH, seria uma ferramenta a
mais para garantir o diálogo com os ministérios e
demais órgãos do governo, a fim de garantir cidadania à
população GLBT.
Um exemplo de ações
simples que poderiam ser articuladas por uma subsecretaria é a
determinação do uso, nas escolas públicas, dos
nomes escolhidos pelas travestis, em lugar do nome de registro, como
já determina um decreto assinado pela governadora do Pará,
Ana Júlia Carepa.
"Essa subsecretaria vai
estabelecer algum nível de relação para fazer
que isso, que é uma coisa tão simples, por exemplo,
possa ser feito de forma mais tranqüila. Além disso, ela
vai alertar para determinadas situações e atentar os
outros ministérios para especificidades que essa população
tem", completa.
O ativista do movimento GLBT também
destaca a presença do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva na abertura da conferência. "Acredito que, com isso,
a gente vai conseguir, por parte do Executivo, alavancar mais as
políticas públicas para essa comunidade, igualando os
direitos do cidadão não homossexual com a comunidade
GLBT."
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