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Brasília - O
desperdício é a principal ameaça ao
abastecimento de água no país. Essa foi uma das conclusões de pesquisa
feita pela organização não-governamental WWF
Brasil, em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião
Pública e Estatística (Ibope).
Pelo levantamento, verificou-se que são as
residências que consomem mais água e que, em sua maioria, essas casas pertencem a famílias da maior nível social.
Em
entrevista concedida hoje (6) ao programa Revista Brasil, da Rádio
Nacional, o coordenador da Agência Nacional de Águas
(ANA), Antonio Félix Domingos, atribuiu esse alto consumo à
ineficiência da administração das companhias de abastecimento
e ao valor que é cobrado pelos serviços de
manutenção.
“Infelizmente
os estudos apontam que a água no Brasil ainda é muito
barata, por isso as classes mais favorecidas não valorizam. As
próprias instituições desperdiçam 40%, esse gasto
compromete a água do mundo, que é um recurso muito limitado e isso
desfavorece cada vez mais as pessoas de baixa renda para adquirir
água”, afirmou.
Segundo o
coordenador, baseado nos dados da pesquisa da WWF Brasil, as
famílias ricas costumam lavar seus automóveis com
a mangueira aberta e o tempo mínimo para finalizar o
serviço chega a ser de, aproximadamente, meia hora. A torneira aberta costuma gastar 70 litros de água por
minuto.
Segundo Domingos, nos últimos anos, o setor
industrial apresentou o maior registro de economia de água,
devido as companhias cobrarem valores mais alto por
metro cúbico nesse segmento. Diante
disso, muitos empresários realizaram grandes investimentos em
equipamentos, que controlam o consumo de água.
O
coordenador recomenda que as pessoas que utilizam poços
artesianos não esbanjem água em piscinas ou em
irrigações, pois o líquido subterrâneo pertence
aos rios e o uso incorreto do equipamento interfere no nível das reservas naturais.
As
pessoas que usam poços artesianos e ainda não
comunicaram as companhias de abastecimento devem efetuar o registro o quanto antes,
pois o uso ilegal acarreta multa.
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