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Brasília - As obras da Usina
Hidrelétrica de Estreito, que fica na divisa entre o Tocantis
e o Maranhão, terão que ser paralisadas imediatamente. A
Justiça Federal do Maranhão anulou hoje (6) a licença
de instalação da usina e determinou que os estudos de
impacto ambiental da obra sejam complementados.
A decisão, fruto
de uma ação civil pública proposta pelo
Ministério Público Federal nos dois estados, tem como
objetivo que a área de influência direta do lago seja
estendida. Se isso não for cumprido, o Consórcio
Estreito Energia, responsável pela obra, terá que pagar
multa de R$ 15 milhões. O consórcio é composto
pelas empresas Camargo Corrêa, Suez e Alcoa.
De acordo com a
decisão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não poderá
emitir nova licença de instalação antes da
complementação dos estudos e deverá promover
audiências públicas nos municípios afetados.
A Usina Hidrelétrica
de Estreito, no Rio Tocantins, deverá gerar 1 mil megawatts de
potência e tem investimentos previstos em R$ 3,2 bilhões.
De acordo com o último balanço do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), as obras estão
com 17% de realização e a previsão é que
a usina esteja concluída em agosto de 2010.
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