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Brasília - A madeireira Gethal
Amazonas S/A, multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em R$ 381 milhões,
divulgou nota hoje (7) afirmando que ainda não foi notificada
oficialmente da multa e que se defenderá “com veemência das acusações do Ibama e/ou Incra [Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária]”. A Gethal
afirma que as alegações dos dois órgãos
são infundadas.
Segundo o comunicado, a
propriedade da empresa e suas terras estão em perfeita
“consonância com a legislação brasileira”.
A empresa alega que não
incorreu em atividade madeireira não autorizada e que
as acusações prévias do Ibama referem-se a fatos
ocorridos antes da última mudança de controle acionário
da empresa. Na nota divulgada pela assessoria de imprensa da Gethal,
a empresa afirma que as atividades madeireiras foram feitas sob as
diretrizes do Forest Steward Council (FSC), certificação
obtida no ano 2000.
De acordo com a nota, a suspensão
pelo Ibama do plano de manejo florestal foi formalmente solicitada
pela Gethal Amazonas S/A há mais de 12 meses.
A
empresa diz que considera “um completo absurdo qualquer insinuação
no sentido de que a prévia atividade madeireira da Gethal seja
considerada agora ilegal como resultado da decisão da empresa
em proteger a floresta”.
De acordo com o Ibama,
a principal multa aplicada à empresa refere-se à
extração, ao transporte e comércio de cerca de 700
mil metros cúbicos de madeira – o equivalente a 230 mil
árvores – em desacordo com a legislação
ambiental brasileira. Ainda segundo o instituto, a madeireira terá 20 dias para apresentar defesa e recorrer da
multa.
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