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7 de Junho de 2008 - 18h50 - Última modificação em 7 de Junho de 2008 - 18h50


Empresa multada pelo Ibama diz que alegações de órgãos do governo são infundadas

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A madeireira Gethal Amazonas S/A, multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em R$ 381 milhões, divulgou nota hoje (7) afirmando que ainda não foi notificada oficialmente da multa e que se defenderá “com veemência das acusações do Ibama e/ou Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária]”. A Gethal afirma que as alegações dos dois órgãos são infundadas.

Segundo o comunicado, a propriedade da empresa e suas terras estão em perfeita “consonância com a legislação brasileira”.

A empresa alega que não incorreu em atividade madeireira não autorizada e que as acusações prévias do Ibama referem-se a fatos ocorridos antes da última mudança de controle acionário da empresa. Na nota divulgada pela assessoria de imprensa da Gethal, a empresa afirma que as atividades madeireiras foram feitas sob as diretrizes do Forest Steward Council (FSC), certificação obtida no ano 2000.

De acordo com a nota, a suspensão pelo Ibama do plano de manejo florestal foi formalmente solicitada pela Gethal Amazonas S/A há mais de 12 meses.

A empresa diz que considera “um completo absurdo qualquer insinuação no sentido de que a prévia atividade madeireira da Gethal seja considerada agora ilegal como resultado da decisão da empresa em proteger a floresta”.

De acordo com o Ibama, a principal multa aplicada à empresa refere-se à extração, ao transporte e comércio de cerca de 700 mil metros cúbicos de madeira – o equivalente a 230 mil árvores – em desacordo com a legislação ambiental brasileira. Ainda segundo o instituto, a madeireira terá 20 dias para apresentar defesa e recorrer da multa.

 


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