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Rio de Janeiro - Nos próximos dias, o ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, se reunirá com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, com o objetivo de propor a
abertura de uma linha de crédito especial, “com juros melhores, prazo e
carência”, para projetos de tecnologia limpa.
“A tecnologia limpa tem de ser
tratada diferencialmente em todo o país”, disse hoje (8) o ministro, durante
solenidade de posse da nova diretoria da Superintendência Estadual de Rios e
Lagoas (Serla), no Rio de Janeiro.
Ele anunciou que deverá ser assinado com a instituição
e vários outros bancos públicos, entre os quais o Banco do Brasil e a Caixa
Econômica Federal, além de bancos privados, um compromisso
sócio-ambiental desses órgãos. A medida se insere na idéia de
regularizar as cadeias produtivas e apoiar projetos de tecnologia limpa.
Através dos recursos de financiamento, os
trabalhadores terão condições de certificação de excelência e de manejo
florestal e agropecuário. “Nós temos de ter recursos para essa
modernização e esse aumento de produtividade. Você não acaba com o desmatamento
indo com a polícia atrás do cara que está com a motoserra”, explica.
Minc diz que a regularização da posse da
terra, a demarcação e a recuperação de reserva legal são exemplos de
processos que poderão ser contemplados com recursos. O ministro lembrou, ainda,
que a recente medida provisória, estabelecendo o preço mínimo para produtos do extrativismo, como
borracha, castanha, açaí, copaíba, guaraná, permite aos produtores obter
financiamento para construírem galpões, frigoríficos e comprarem caminhões.
Segundo ele, cerca de 4,5 milhões de
trabalhadores no extrativismo “vão se libertar, progressivamente, das
mãos dos tubarões do atravessamento, dos grandes atravessadores”.
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