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Brasília - O Ministério da
Justiça deverá apresentar dentro de quinze dias uma
proposta de regulamentação dos Serviços de
Atendimento ao Consumidor (SAC) para os setores de telecomunicações,
aviação civil e serviços bancários.
Os setores foram
escolhidos porque são os que recebem o maior número de reclamações
por parte dos consumidores, de acordo com a secretária-substituta de Direito Econômico do Ministério da
Justiça, Ana Paula Martinez. “Para tirar um raio-x dos
problemas de serviço de atendimento por telefone, a gente
escolheu esses três setores que, por dados que nós
recebemos de reclamação de consumidores, é aonde
a gente vê que tem os maiores problemas. Mas as regras valeriam
para todos os setores”, afirmou a secretária-substituta.
Hoje (10) foi realizada,
no Ministério da Justiça, a última audiência
pública para discutir o tema do atendimento ao consumidor por
telefone. Participaram da reunião representantes de institutos
de defesa do consumidor, como o Procon, agências reguladoras e
associações dos setores envolvidos.
Para o representante da
Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Marcelo
Linard, uma das maiores preocupações do setor bancário
em relação à proposta do Ministério da Justiça
é sobre o prazo de adaptação. O ministério
propõe um período de adaptação de dois
meses, a partir da data em que as novas normas entrem em vigor, o que
deve acontecer em meados de agosto, segundo Ana Paula Martinez. No
entanto, Marcelo Linard considera que algumas medidas necessitaram de
mais tempo para serem implementadas, devido à complexidade das
mudanças que serão necessárias. “Algumas
mudanças influenciam além do atendimento, interferem na
forma como a gente contabiliza esse produtos e serviços e
muitos sistemas terão que ser alterados”, explicou Linard.
Entre os principais
pontos da proposta do Ministério da Justiça
apresentados até o momento estão: facilitar o
atendimento do consumidor por atendente humano, regulamentar o tempo
máximo de espera por atendimento em centrais de SAC , facilitar
o cancelamento de serviços e garantir o atendimento de
reclamações dos consumidores.
O Ministério da
Justiça ainda não decidiu a forma como a proposta será
normatizada. Entre as opções estão o projeto de lei
legislativo e o decreto presidencial.
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