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Brasília - O ministro da Educação,
Fernando Haddad, afirmou hoje (10) que a decisão do Conselho
Federal de Biologia (CFBio) de não conceder registro
profissional aos formandos por cursos de graduação à
distância não tem amparo
legal.
“Não existe
previsão na legislação impedindo um estudante
que fez um curso à distância de receber o registro, até
porque os indicadores de qualidade demonstram que há cursos à
distância com qualidade muito superior à de cursos
presenciais”, afirmou Haddad.
O CFBio editou uma
resolução que "veta expressamente o registro
perante os Conselhos Regionais de Biologia dos portadores de diplomas
dos egressos dos cursos de educação à distância
(EAD) em ciências biológicas e/ou biologia e do Programa
Especial de Formação Pedagógica de Docentes”.
Para o exercício do magistério não é
necessário o registro.
O secretário
substituto de Educação à Distância do MEC,
Hélio Chaves, disse que o ministério já está
conversando com a entidade para resolver a questão.
“Nesse momento eu
prefiro não falar em medidas judiciais, porque nós
temos elementos fortes que nos levam a acreditar que será uma
solução bastante simples. Já estamos em
negociação e vamos criar uma base legal de entendimento
acerca do caso para discutir junto ao conselho”, explicou.
Haddad disse que o
preconceito contra os cursos à distância está
sendo rompido gradualmente a partir dos resultados dos indicadores de
qualidade.
“Não vejo
justificativa para isso, sobretudo em um momento em que estamos
vivendo uma mudança tecnológica profunda, em que a
assimilação de novas tecnologias é essencial
para o próprio processo educativo”, apontou.
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