Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
11 de Junho de 2008 - 19h42 - Última modificação em 12 de Junho de 2008 - 17h50


Artesãs de comunidades de baixa renda de Brasília levam ao Rio artigos ligados à moda

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Rio de Janeiro - Artesãs de comunidades de baixa renda de Brasília estão participando, pela primeira vez, do Fashion Business, uma bolsa de negócios de moda realizada paralelamente ao Fashion Rio. São 19 grupos de artesãs, apoiados pelo Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa do Distrito Federal (Sebrae-DF) e pela Secretaria de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Segundo a gerente da unidade de Empreendedorismo Social do Sebrae-DF, Antonieta Contini, a instituição apóia o projeto de inclusão social por meio da geração de trabalho e renda. “E tem tecnologia no nosso trabalho. Tem design [desenho industrial], tem um diferencial.” Por isso, disse Antonieta, o ministério já apóia a instituição em dois projetos.

A coleção apresentada pelas artesãs do Distrito Federal no Fashion Business dá seguimento a um projeto lançado em março em São Paulo, Na Linha dos Chefs de Cozinha, com objetos criados com base em receitas de oito chefs brasileiros e voltados para restaurantes. Agora, no Rio, está sendo lançada a coleção À Moda dos Chefs de Cozinha, que introduz frutos e flores comestíveis no mundo da moda. Em agosto, em mostra paralela a ser realizada em São Paulo, o projeto deverá ser ampliado com a inclusão de criações para coquetéis e festas.

Hoje, os grupos de artesãs fecharam com um comprador da Argentina o primeiro contrato de exportação no Fashion Business. Antonieta Contini informou que, com intermediação de uma organização não-governamental, as artesãs já faziam negócios com os Estados Unidos, a França e a Itália, vendendo outros produtos.

Ela disse que a parceria entre o Sebrae-DF e o Ministério da Ciência e Tecnologia tem 15 anos e é referência para projetos de inclusão social com geração de trabalho e renda, inclusive em outros países, como Angola, na África. O modelo é adotado ainda em vários Sebraes em todo o país. O ponto forte é a comercialização organizada. “Porque não adianta fazer um bom trabalho, se tem um gargalo na comercialização”, ressaltou Antonieta. O Sebrae-DF ensina às artesãs como atender o cliente.

Uma das primeiras atendidas pelo projeto, Ivone Simões lidera atualmente o grupo de artesãs e é uma das multiplicadoras de ensinamentos. Ela afirmou que, para a maioria das participantes, esse trabalho funciona como um complemento de renda: “Algumas mulheres, inclusive, vivem somente do artesanato. Para elas, é um sucesso dizer que estão participando do Fashion Business, que é uma das feiras mais conhecidas e divulgadas do país.



Matéria atualizada para retirada do parágrafo "Ivone Simões destacou que, além de gerar emprego, renda e satisfação pessoal, o projeto funciona como terapia ocupacional para mulheres que sofriam de depressão". O termo "terapia ocupacional", usado por Ivone Simões e reproduzido pela repórter, foi empregado incorretamente. Na verdade, a entrevistada quis dizer que o projeto funciona como uma terapia, uma ocupação.
 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina