



|
Valter Campanato/ABr
| |
Brasília - Os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc e da Justiça, Tarso Genro, reúnem-se para discutir a formação da Força Nacional Ambiental, que fiscalizará a região amazônica
|
Brasília - O
Ministério da Justiça não vai criar uma força
de segurança específica para atuar na proteção
ambiental, contrariando a idéia defendida pelo ministro do
Meio Ambiente, Carlos Minc, que previa a criação de uma
Guarda Nacional Ambiental, nos moldes da Força Nacional de
Segurança (FNS). Minc reuniu-se hoje (11) com o ministro da
Justiça, Tarso Genro.
“A
idéia da guarda, pelo menos com o Ministério da Justiça,
não está sendo discutida. O ministério está
discutindo com o ministro Minc uma especialização de
parte do efetivo da FNS e a continuidade das operações
ordinárias da Força em operações em
diversas frentes de proteção ao meio ambiente”,
apontou o secretário nacional de Segurança Pública,
Ricardo Balestreri, que também participou da reunião.
A
alternativa do Ministério da Justiça, apresentada a Minc, é destinar para ações
ambientais um grupo de 50 a 100 homens de um contingente
especializado que o ministério pretende formar para reforçar
a FNS. Cerca de 250 homens da Força já atuam em ações
ambientais, segundo o ministério.
“Vamos
formar 550 homens, com capacitação especializada e
equipamentos modernos, o Batalhão Especial de Pronta Entrega
(Bepe). Dentro do Bepe, teremos um segmento altamente especializado
na preservação do meio ambiente. Não haverá
uma força nacional ambiental; talvez isso seja parte de alguma
negociação do ministro Minc diretamente com a
Presidência, com o MJ, não”, detalhou Balestreri.
O
Ministério da Justiça também avalia, segundo o
secretário, realocar recursos do orçamento da pasta
para fortalecer a atuação de bombeiros e policiais
militares de batalhões florestais na repressão de
crimes ambientais.
“Vamos
estudar a realocação de parte do orçamento para
que injetemos nos bombeiros recursos muito significativos e peçamos
aos entes federados uma contrapartida de que esses recursos e esses
efetivos serão necessariamente utilizados na preservação
do meio ambiente.”
Ao deixar
a reunião, Minc afirmou que vai apresentar e discutir a
proposta com os 27 governadores do país para firmar convênios.
Sem a criação de uma corporação
específica, o ministro espera contar com os cerca de 9 mil
policiais militares que atuam em batalhões florestais e
“dezenas de milhares de bombeiros” para ações
policiais de preservação ambiental.
|
|