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Brasília - O investimento centrado
nas últimas décadas principalmente em rodovias foi um
erro. A afirmação é do ministro dos Transportes,
Alfredo Nascimento, que participou hoje (11) da abertura do terceiro
seminário Brasil nos Trilhos, organizado pela Associação
Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).
Ele destacou que, no entanto, antes de se investir em outra opção
de transporte como ferrovias, foi necessário recuperar as
rodovias, responsáveis por 60% do transporte de cargas no
país.
"Estabelecemos
como prioridade recuperar aquilo que nós possuíamos e
que era mais eficaz e mais utilizado para o transporte de carga. No
início de 2005, fomos intensamente criticados porque estávamos
fazendo a operação tapa-buracos. Ora, quem lida com
isso sabe que operação tapa-buracos, nada mais é
do que a manutenção das rodovias", disse o
ministro.
"Agora nós montamos um projeto que prevê a
recuperação dos investimentos em hidrovias e ferrovias.
Nosso expectativa é de que, até 2025, tenhamos um
equilíbrio de, aproximadamente, 30% entre os modais, para que
o Brasil ganhe mais competitividade com seus produtos exportados",
acrescentou.
Segundo Nascimento, ferrovias e hidrovias são modais de
transporte mais baratos. "Se o custo do transporte cair, o nosso
produto ganha competitividade lá fora e vamos ter uma
capacidade muito maior de exportação",
explicou.
O ministro lembrou que, em 2005, o modal rodoviário era
responsável por 58% do transporte de carga, seguido pelo
ferroviário (25%), aquaviário (13%), dutoviário
(4%) e aéreo (0,4%). Até 2025, a expectativa é
que o modal rodoviário
responda por 33% do total, o ferroviário por 32% e o
aquaviário por 29%.
Nascimento disse que, atualmente, há uma "excessiva
centralização de cargas no Sul e Sudeste do país.
O que significa que temos portos com gargalos sérios, com
volume de cargas além da possibilidade".
Para o ministro, quando
há acúmulo de grandes volumes de carga, corre-se o
risco de uma prestação de serviço ruim ao
usuário, o que contribui para que aumente o custo Brasil e os
produtos nacionais percam competitividade. “O que pretendemos é
interligar todos os serviços", disse.
Ele citou, como exemplo de proposta de interligação, a
ligação entre a Rodovia Norte/Sul à
Transnordestina. "Os produtos poderão ser transportados
por três novos portos: Pecém, no Ceará, Suape,
em Pernambuco, além de Itaqui, no Maranhão",
concluiu.
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