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11 de Junho de 2008 - 14h32 - Última modificação em 11 de Junho de 2008 - 14h32


Denise diz que não recebeu ordens expressas de Dilma para facilitar venda da Varig

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Apesar de admitir ter sofrido pressão da Casa Civil para dar agilidade na documentação da venda da Varig, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu disse que não houve ordens expressas da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para facilitar o processo de venda.

"A ministra Dilma não me mandaria fazer nada. Mas eu fui fortemente questionada, fui contestada, sim. Existia, sim, uma tese de que eu era uma dinossaura do direito, que queria fazer exigências que não constavam explicitamente da lei", disse Denise à Comissão de Infra-Estutura do Senado, onde presta depoimento, para explicar denúncias de que teria sido pressionada pela Casa Civil, para facilitar o processo de venda da Varig e da VarigLog.

Denise chegou ao Senado escoltada por seguranças e trazendo uma mala de documentos, que dizia servirem para comprovar as denúncias que fez, mas, quando indagada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), se tinha algum documento que efetivamente atestasse a pressão que sofreu, ela disse que não havia ordem expressa, mas uma "pressão psicológica muito grande". 



 


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