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Brasília - As
operadoras de televisão por assinatura continuarão
cobrando pelo ponto extra até que a questão seja
definida pela Justiça, mesmo com a determinação
da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
de que as cobranças sejam suspensas temporariamente.
Segundo
a Associação Brasileira de Televisão por
Assinatura (ABTA), as empresas vão aguardar a decisão
da ação cautelar ajuizada contra a Anatel, que tem o
objetivo de assegurar a continuidade da cobrança. Na última
sexta-feira (6), a Anatel determinou a suspensão temporária
da cobrança pelos serviços relativos ao ponto extra,
incluindo instalação, ativação e
manutenção da rede interna e decidiu levar a questão à consulta pública.
“O
objetivo é garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de prestação de serviço
em vigor, conforme modelo de negócio consagrado e praticado
mundialmente”, afirmou a ABTA, em nota à imprensa. A entidade entende que as práticas das operadoras estão adequadas
ao regulamento do setor e em conformidade com a lei.
Segundo
a associação, o o valor cobrado pelo ponto extra não se refere à
programação, mas a serviços como instalação,
ativação, manutenção e uso de
equipamentos e softwares, para entregar o sinal em um ponto
independente do principal.
O
Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos
Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura
entrou em vigor no dia 2 de junho sem a decisão sobre a
cobrança do ponto extra. No mesmo dia, a
ABTA ajuizou uma ação cautelar na Justiça
Federal de Brasília contra a Anatel pedindo que fosse mantida a cobrança
do ponto adicional pelas operadoras de TV por assinatura.
A
Anatel não quis comentar a decisão da ABTA, mas lembrou
que existem regulamentos que estipulam multas para quem infringir as
normas da agência. As multas podem
chegar a R$ 50 milhões.
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