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Brasília - O presidente da Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo
Sardenberg descartou hoje (12) que as alterações no
Plano Geral de Outorgas (PGO), que vão entrar em consulta
pública na próxima semana junto com outras propostas no
campo da regulação do setor, tenha como objetivo
imediato a possível compra da Brasil Telecom pela Telefônica
Oi. Segundo ele, o
interesse da agência é que sejam criados grupos fortes,
visando à competitividade, de forma a tornar os serviços
melhores e a preços menores para o público. Estão
previstas também exigências de desempenho das
operadoras.
Sardenberg lembrou que
o processo apenas está começando, pois depois da
consulta pública de 30 dias, "em que todo mundo pode se
manifestar", a agência vai elaborar a minuta das
alterações que será submetida ao Ministério
das Comunicações e em seguida será enviada ao
Poder Executivo para deliberação.
Enquanto isso, lembrou
Sardenberg, "no caso da fusão da Oi e da Telecom, a
medida terá ainda que ser referendada" pelo Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério
da Justiça.
O conselheiro Pedro Ziller argumentou na
ocasião que o negócio entre as duas telefônicas
"poderá até não acontecer, já que é
uma questão de interesse delas". Sardenberg acentuou que
a Anatel "está apenas dando um primeiro passo, pois os
demais não poderão acontecer sem o estabelecimento da
consulta pública".
O presidente da agência
destacou que está acontecendo hoje em todo o mundo a fusão
de empresas pequenas, para a formação de grupos mais
fortes, com o fim de fazer face à velocidade que acontece no
setor de telecomunicações.
A alteração
no Plano Geral de Outorgas, proposto agora por unanimidade pelos
conselheiros da Anatel obriga que uma operadora atue como
concessionária em uma região devendo ter autorização
para operar nas demais.
Antes havia oposição
de dois conselheiros a essa mudança, pois atualmente uma
empresa telefônica não pode atuar em regiões
diferentes. A universalização na prestação
de serviços, conforme Sardenberg é que vai acirrar a
competição.
O Plano Geral de
Outorgas vem sendo estudado na Anatel desde fevereiro passado e
deverá conter 30 alterações que vão ser
conhecidas na próxima semana e envolvem também
obrigações e direitos de empresas que operam com o
sistema de TV a cabo e Internet de Alta Velocidade (a chamada Banda
Larga).
O presidente da Anatel
acredita que as empresas telefônicas deverão investir em
tecnologia para prestar um serviço mais eficiente e isso vai
ser forçado pela competição entre grupos fortes.
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