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Rio de Janeiro - A falta de
comprometimento e de compreensão de que as condições
de vida das crianças e dos
adolescentes configuram prioridade absoluta para o desenvolvimento de
ações públicas é um dos principais
obstáculos ao combate à exploração
dessa parcela da população, seja em termos
profissionais ou sexuais.
A conclusão
faz parte de um levantamento que está sendo lançado
hoje (12), no Rio de Janeiro, marcando o Dia Nacional de Combate ao Trabalho
Infantil. O estudo mapeia as ações de promoção
dos direitos de crianças
e adolescentes em oito municípios da Baixada Fluminense.
De acordo com o
coordenador do Projeto Circo Baixada, José Cândido, organização
não-governamental responsável pela realização
da pesquisa, essa realidade é
comprovada por meio da estruturação precária dos
órgãos que atuam nessa área.
Segundo ele, a maior parte dos Conselhos Municipais do Direitos da Criança
e do Adolescente e dos Conselhos Tutelares nessa região não conta com
pessoal qualificado. Além disso, não há computadores e falta padronização dos registros de
atendimentos. José Cândido afirma ainda que o número
de conselhos tutelares
existentes nos municípios da Baixada Fluminense é insuficiente.
"Existe uma
orientação do Conanda [Conselho Nacional dos Direitos
da Criança e do Adolescente] de
que deve haver um Conselho Tutelar para cada 200 mil habitantes, mas o que
encontramos foi um déficit médio de pelo menos seis conselhos na região.
Com isso, a condição de defesa dessas pessoas fica desprotegida",
afirmou.
Para reverter o quadro,
José Cândido defende o fortalecimento e melhor aparelhamento das
instituições por parte dos governos municipais, para
que sejam capazes de "gerar
efetivamente políticas e atendimentos que garantam os direitos das
crianças e adolescentes".
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