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12 de Junho de 2008 - 12h38 - Última modificação em 12 de Junho de 2008 - 12h39


Conab aumentará estoques de feijão e milho para conter alta dos alimentos

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em meio às especulações do retorno da chamada "inflação dos alimentos", a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que fará, a partir da próxima semana, uma série de avisos para aquisição de feijão e milho e para a venda de arroz. A finalidade é regular o preço de alguns produtos agrícolas e evitar instabilidades no mercado de alimentos.

Segundo o presidente da companhia, Wagner Rossi, essas operações fazem parte de um conjunto de medidas apresentadas  pela Conab à Secretaria de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, nesta semana. “A decisão põe em prática as determinações do presidente Lula e do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para o combate da chamada inflação dos alimentos”, afirmou, em nota.

A companhia lançará dois contratos de opção de compra com prazo de exercício para 30 de julho. Um para adquirir até 100 mil toneladas de feijão e outro para comprar até 600 mil toneladas de milho produzidas no estado de Mato Grosso.

Um terceiro aviso será para a aquisição de mais 100 mil toneladas de milho, sendo 80 mil toneladas para o abastecimento de estados do Norte e Nordeste e outras 20 mil para o Espírito Santo e o norte de Minas Gerais, com mesmo prazo de exercício dos demais. Por último, a Conab vai lançar mais um contrato para a compra de até 300 mil toneladas de milho, para entrega nos armazéns da própria empresa.

Além disso, como já havia sido acertado com o setor produtivo na última semana, a estatal realizará mais um leilão de arroz, de 50 mil toneladas, no dia 30 deste mês. No dia 3 de julho, haverá uma reunião com o setor produtivo do arroz na Superintendência Regional da Conab, em Porto Alegre.

No mês de maio houve quatro leilões de arroz, com venda de cerca de 270 mil toneladas do produto, mas, a pedido dos produtores, o governo se comprometeu a realizar apenas um leilão neste mês. Depois do leilão e da reunião do dia 3 de julho, a Conab deve definir qual a periodicidade dos próximos concursos.

Após um aumento de mais de 40% no preço do arroz no mês de abril, os leilões contribuíram para que o preço se estabilizasse e iniciasse uma pequena queda. Os produtores, no entanto, reclamam dos elevados custos de produção e dos baixos rendimentos.



 


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