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Brasília - Em meio às especulações do retorno da chamada "inflação dos alimentos", a Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab) anunciou que fará, a partir da próxima semana,
uma série de avisos para aquisição de feijão
e milho e para a venda de arroz. A finalidade é regular o preço
de alguns produtos agrícolas e evitar instabilidades no mercado de alimentos.
Segundo o presidente da
companhia, Wagner Rossi, essas operações fazem parte de
um conjunto de medidas apresentadas pela Conab à
Secretaria de Políticas Agrícolas do Ministério
da Agricultura, nesta semana. “A decisão põe em prática as determinações do presidente
Lula e do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para o combate
da chamada inflação dos alimentos”, afirmou, em nota.
A companhia lançará dois contratos de opção
de compra com prazo de exercício para 30 de julho. Um para adquirir até 100 mil toneladas de feijão e outro para comprar até 600 mil toneladas de milho
produzidas no estado de Mato Grosso.
Um terceiro aviso será para a aquisição de mais 100 mil toneladas de milho, sendo
80 mil toneladas para o abastecimento de estados do Norte e Nordeste e outras
20 mil para o Espírito Santo e o norte de Minas
Gerais, com mesmo prazo de exercício dos demais. Por último, a Conab vai lançar mais um contrato para a compra de até 300 mil toneladas de
milho, para entrega nos armazéns da própria empresa.
Além disso,
como já havia sido acertado com o setor produtivo na última
semana, a estatal realizará mais um leilão de arroz, de
50 mil toneladas, no dia 30 deste mês. No dia 3 de julho,
haverá uma reunião com o setor produtivo do arroz na
Superintendência Regional da Conab, em Porto Alegre.
No mês de maio
houve quatro leilões de arroz, com venda de cerca de 270 mil
toneladas do produto, mas, a pedido dos produtores, o governo se
comprometeu a realizar apenas um leilão neste mês.
Depois do leilão e da reunião do dia 3 de julho, a
Conab deve definir qual a periodicidade dos próximos concursos.
Após um aumento
de mais de 40% no preço do arroz no mês de abril, os
leilões contribuíram para que o preço se
estabilizasse e iniciasse uma pequena queda. Os produtores, no
entanto, reclamam dos elevados custos de produção e dos
baixos rendimentos.
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