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12 de Junho de 2008 - 23h25 - Última modificação em 12 de Junho de 2008 - 23h25


Taxa básica de juros deve continuar aumentando até final do ano, acredita ministro

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O aumento na taxa básica de juros (Selic) deve permanecer até o final do ano, disse hoje (12) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. De acordo com ele, a política de alta de juros é uma das poucas armas para conter a inflação.

“Um dos poucos instrumentos que nós temos nesse momento é a política de juros”, disse Miguel Jorge, ressaltando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pediu aos ministros para que “todo o governo se esforce para tomar medidas que possam ajudar a controlar a inflação”.O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, enfatizou que esta é uma das grandes preocupações do governo e que a “inflação não vai escapar do controle”.

“A inflação é uma coisa ruim especialmente para as classes de renda mais baixa", disse Coutinho.  Segundo o presidente do BNDES,  os pobres são os mais prejudicados com o aumento dos preços dos alimentos. Ele disse que a alta nos juros é um “sacrifício transitório com um custo fiscal” e “necessária para atravessar essa etapa de pressão inflacionária mundial”.

“O aumento de taxas é transitório. É para enfrentar a inflação e para garantir que ela esteja sob controle. Isso é importante para a sustentação da confiança empresarial”, destacou o presidente do BNDES, que disse esperar que este ciclo seja “o mais curto possível”.

De acordo Miguel Jorge, a alta na taxa dos juros não deve afetar a política industrial do governo. “Quando começamos a discutir a política industrial, já tínhamos um câmbio nessa situação, com o dólar bastante enfraquecido e juros que não eram os ideais para o comércio e a indústria”, lembrou.

“A política industrial não pretende ser uma política para fatores conjunturais como eventual aumento de juros, para um controle de inflação de curto ou médio prazo. A política tem um prazo longo, as metas estão até 2010. É uma política de estado, não de governo e portanto ela tem um longo prazo”, ressaltou o  ministro.

Segundo ele, a política industrial não deve propor medidas com relação ao câmbio. “Ela vai fazer um projeto estrutural para o desenvolvimento da produção do país”, disse.



 


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