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Rio de Janeiro - As radionovelas como
O Direito de Nascer, os humorísticos como o Balança
mas não Cai, o Repórter Esso – marco no
jornalismo brasileiro –, os discursos memoráveis de Getúlio
Vargas. Programas como esses foram totalmente digitalizados por meio
de um projeto da empresa Visom Digital, patrocinado pela Petrobras.
São 2.446 horas de gravação que acompanham a
história do país do final dos anos 30 até a
década de 50.
A cerimônia de
entrega do acervo acontece, hoje (12), e segundo o gerente Regional
de Rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC),
no Rio, Cristiano Menezes, é o primeiro passo para a
recuperação e preservação de todo o
acervo da rádio, fundada no dia 12 de setembro de 1936 e que
se tornou um marco na radiodifusão brasileira.
“Os acetatos [discos
que antecederam as fitas magnéticas nas gravações]
estavam se deteriorando, muitos até se perderam. No Brasil,
essa cultura da preservação da memória ainda é
insipiente. É necessária uma grande organização,
que inclui higienização, catalogação e
climatização adequada”, disse Menezes.
O gerente garante ainda
que a digitalização protege todo o legado da Rádio
Nacional. Cerca de 50% do acervo já tinha sido digitalizado,
também com o apoio da Petrobras, e estão guardados no
Museu da Imagem e do Som (MIS).
Essa etapa do processo
permite ainda que os pesquisadores tenham acesso à história
por inteiro, pois muitas das gravações do MIS ficaram
incompletas. “Esse passo que está sendo dado inaugura o
processo de recuperação do acervo da Rádio
Nacional. É um projeto da EBC buscar recursos para a
preservação de toda essa história, para não
deixar que o passado se apague”, ressaltou o gerente.
Segundo Cristiano
Menezes, o material digitalizado ficará disponível para
pesquisas através de uma rede virtual que está sendo
planejada. O público também poderá ter acesso ao
material no próprio acervo que deverá ser construído
na rádio. Os próximos planos estão relacionados
à preservação de fotografias, fitas magnéticas,
fichas funcionais e roteiros de autores como Dias Gomes, Mário
Lago e Oduvaldo Vianna.
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