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Brasília - O ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão, garantiu hoje (12) que não está
previsto aumento no preço dos combustíveis este ano,
apesar de o barril de petróleo já ter ultrapassado os
US$ 130, e com tendência de ficar mais caro.
“Não
estamos pensando na elevação de preço de
combustíveis este ano”, afirmou o ministro. Na ata de sua última reunião, divulgada hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) projeta que os
preços da gsolina e do gás de bujão não sofrerão aumento este ano. "As projeções de reajustes nos preços da gasolina e do gás de bujão não
se alteraram, uma vez ajustadas pelos efeitos de mudanças em impostos
específicos, e assim foram mantidas em 0% para o acumulado de 2008", diz
a ata em um dos seus itens.
Lobão
lembrou que em maio o governo decidiu reduzir a Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para que o reajuste de 10% dos combustíveis nas refinarias não chegasse às bombas. O reajuste, de acordo com o ministro,
coincidiu com a elevação do petróleo, e mesmo
assim o governo não tem tomado nenhuma medida no sentido de
reajustar o preço da gasolina.
Questionado sobre o peso da
Contribuição Social para a Saúde (CSS) para o
consumidor, aprovada ontem (11) pelos deputados, Lobão disse
que o governo busca reduzir a carga tributária, porém
nem sempre é possível. Ele alegou que a saúde
perdeu recursos com o fim da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF).
"Era uma
contribuição para a saúde. Essa também é
para a saúde. Todos nós estamos interessados na saúde.
Quanto mais recursos, melhor. O desejo que todos temos, inclusive o
governo, é que o contribuinte pague cada vez menos, mas nem
sempre é possível".
A CSS ainda precisa ser
aprovada no Senado para entrar em vigor.
Reportagem ampliada para acréscimo do conteúdo da ata do Copom.
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