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15 de Junho de 2008 - 11h59 - Última modificação em 15 de Junho de 2008 - 11h59


Redução da dívida ativa depende da criação de regras mais rígidas, diz coordenadora

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - A coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, espera que o Congresso crie regras mais rígidas para programas de refinanciamento de empresas Brasília - A coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, espera que o Congresso crie regras mais rígidas para programas de refinanciamento de empresas
Brasília - A coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, espera que o Congresso Nacional crie regras mais rígidas para evitar que os contribuintes com débitos tributários entrem nos programas de refinanciamento temporariamente apenas para burlar o fisco. Segundo cálculos da Procuradoria da Fazenda Nacional, responsável pela cobrança dos débitos, a dívida ativa da União chega atualmente a R$ 680 bilhões.

O problema que tem se verificado, de acordo com ela, é que muitos contribuintes cumprem as exigências dos programas, mas outros, inicialmente, se inscrevem em programas desse tipo apenas para obter, por exemplo, uma certidão positiva com efeitos negativos para participar de uma concorrência e depois que conseguem voltam a ser devedores da União.

Segundo dados fornecidos pela Receita Federal, só no  Programa de Recuperação Fiscal (Refis) – criado em dezembro de 2001 – dos 129.166 termos de opção, já com inclusões e exclusões, restam hoje 14.168 contribuintes.

"Se eu vou editar um novo programa, tenho que criar mecanismos que faça um controle mais rígido daquele que entra no programa anterior e que não honrou os compromissos. Eu posso exigir pedágios para ele, para obrigá-lo a pagar tantos por cento da dívida" exemplifica a coordenadora.

De acordo com a coordenadora, o programa de refinanciamento não pode ser considerado o vilão da história, mas sim a  brecha que dá facilidade para que haja essa entrada e saída dos programas de refinanciamento das dívidas.

"Nós temos verificado, na prática, que há uma série de problemas. Na verdade, o problema em si, não está só no refinanciamento, está numa estrutura conjuntural, inclusive da facilidade que nós temos no país que uma empresa abra e feche e se torne outra empresa. Colocar o refinanciamento como vilão da hisória, não seria, totalmente correto", disse.

Ela também argumenta que a saída e entrada de empresas durante os programas de refinanciamento são operações onerosas para os cofres da União. "O problema é que, quando você faz isso de refinanciamento e tem empresas entrando e saindo, você tem o controle. Uma rescisão de parcelamento gera vários atos jurídicos. Tem que notificá-la, você tem trinta dias para se explicar e depois desse 30 dias tem operação de exclusão e de colocá-lo de volta à divida. Se multiplicar isso, é óbvio que a operação se torna onerosa e gigantesca", disse.

A coordenadora fez questão de deixar claro que não se trata de resistência aos programas de refinanciamentos, mas sim de identificação de problemas. A coordenadora também lembra que quando se abre em operação de refinanciamento, mobiliza-se parte da máquina pública e o resultado pode não ser o desejado.

No último dia 11, os integrantes da equipe econômica do governo se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fim de discutir propostas para renegociar a dívida ativa da União. Na ocasião o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou proposta para alterar a legislação e incentivar os devedores a quitar os débitos.

Embora a equipe econômica tenha apresentado a proposta do novo programa de refinanciamento de débitos, o presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, achou por bem pedir que o assunto seja encaminhado pelos líderes do governo ao Congresso Nacional.

 


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