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Brasília - O presidente nacional
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, divulgou hoje
(16) repudiando o envolvimento de militares do Exército na
morte de três jovens moradores do Morro da Providência,
no Rio de Janeiro. Britto disse que o assassinato dos três é
“um escândalo torpe, intolerável”, que "arranha
a imagem do Exército".
Na nota o presidente da
OAB afirma que o aparelho de segurança pública do Rio
de Janeiro necessita de reformas e que os militares deveriam agir
como pacificadores de uma situação de guerra civil, “a
qual espantosamente nos acostumamos”, em que os moradores das
regiões mais pobres estão expostos à “presença
nefasta de traficantes, milícias pára-militares e
polícia, frequentemente tão agressiva e predadora
quanto os delinqüentes”.
Cezar Britto considerou
também que, ainda que os jovens fossem culpados, não
cabe ao Estado brasileiro assumir papel de justiceiro, “igualando-se
ao criminosos em atos de tortura e execuções sumárias”.
Os três jovens
foram encontrados mortos em um lixão da Baixada Fluminense
horas depois de terem sido abordados por militares do Exército.
De acordo com o
delegado responsável pelo caso, Ricardo Dominguez, apesar de
um oficial superior mandar liberar os rapazes após uma
revista, um tenente determinou que eles fossem colocados num caminhão
e levados para o Morro da Mineira, onde foram entregues a traficantes
de uma facção rival à do Morro da Providência.
Hoje três
militares se entregaram e confessaram a participação no
episódio. Eles estão presos no Primeiro Batalhão
da Polícia do Exército, no Rio.
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