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Brasília - A
escolha do Brasil como sede da Conferência da América
Latina e Caribe Preparatória à Conferência de
Revisão de Durban é um sinal de que o país é
visto como liderança em relação a políticas
de promoção da igualdade racial. A avaliação
é do ministro da Secretaria Especial de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos.
A
conferência preparatória, que começa hoje (17) e
vai até quinta-feira, em Brasília, tem como objetivo
avaliar a implementação de políticas contra a
discriminação racial e a xenofobia nos países da
América Latina e Caribe. Os pontos discutidos no encontro
serão apresentados na Conferência de Revisão de
Durban, que será realizada em 2009, em Genebra, na Suíça.
“Eu
acho que a conferência oficial amanhã [hoje] terá
plenas condições de aprofundar os debates, de trocar
experiências entre os governos a fim de que saiamos dela mais
fortalecidos”, afirmou Santos em entrevista concedida ontem (16).
A
1ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação
Racial, a Xenofobia e a Intolerância Associada foi realizada em
Durban, na África do Sul, em 2001. No encontro, foram
discutidas ações e recomendações para se
combater o racismo, o preconceito e a intolerância em todo o
mundo.
O
plano de ação lançado em 2001 é a
referência para as ações de promoção
a igualdade racial promovidas pelo governo brasileiro, segundo o
ministro.
“Referência
é a implementação do Plano de Durban que, entre
outras questões, tem como diretrizes a criação
de órgãos governamentais de promoção a
igualdade racial, adoção de planos nacionais também
com esse fim, compromisso com políticas de ação
afirmativa, reconhecimento dos povos indígenas”, citou Edson
Santos.
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