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Brasília - Convênio entre o
Banco Popular do Brasil (BPB) e o Grupo Neoenergia pretende
substituir 19.600 geladeiras velhas por outras novas, em comunidades
carentes de Salvador, Recife e Natal. Segundo o presidente do BPB, Robson Rocha, o acordo permitirá uma economia média de R$
21 por mês no consumo de energia para cada usuário O convênio foi assinado hoje (16), em Brasília. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo elogiou o “trabalho sério, de
reciclagem de sucata, previsto no programa, além da economia
expressiva no consumo de energia”, calculado em 9,38 GWh
(gigawatts/hora) por ano. “Todo mundo ganha com o programa, desde o beneficiário direto aos
trabalhadores das fábricas de refrigeradores. E, fundamentalmente, ganha o país”, disse.
A experiência
piloto, batizada como Projeto Nova Geladeira, vai beneficiar as
comunidades carentes da Liberdade, em Salvador, e de Brasília
Teimosa, em Recife, além de 15 localidades na área
metropolitana de Natal. O cliente do BPB que comprovar consumo máximo
de 80 megawatts por mês de energia, em abastecimento
monofásico, pode trocar sua geladeira velha por uma nova, de
252 litros, que custa R$ 610 no mercado, e pagar apenas R$
244, financiados em 24 parcelas fixas, de R$ 13,24 cada.
Serão cobrados
juros de 2% ao mês, sem taxa de abertura de crédito, que será custeada pelas distribuidoras de
energia. As distribuidoras também vão bancar a diferença entre o valor de mercado da
nova geladeira e o valor financiado. A geladeira velha será enviada para reciclagem.
A geladeira nova, vendida no âmbito do programa, é fabricada com gás isobutano, o único
considerado 100% ecológico pelas normas nacionais e
internacionais, conforme destacou o presidente do BB. Ele disse que, além
da economia média de R$ 21 por mês, suficiente para
“cobrir com folga” o valor da prestação, o cliente
pode economizar mais ainda com a troca gratuita de lâmpadas
incandescentes de sua casa por fluorescentes compactas, mais
econômicas e de maior durabilidade.
O presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco
de Lima Neto, ressaltou que o programa vai tornar o consumo
de energia elétrica mais eficiente, seguro e
econômico, além de estimular a preservação
do meio ambiente. “Nos pautamos pelo atendimento às demandas
da sociedade”, disse.
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